terça-feira, 11 de março de 2014

SAUDADE






Saudade é o que sinto hoje
Saudade é nuvem que vai
É algo tão leve
Que até o vento levou
Saudade é algo que dói
Vai e volta
Dura só um momento
Ou dura à eternidade...
A saudade
É um pensamento
Ela leva ao vento
Alguém que a gente amou
É como um barquinho na correnteza
De um rio que a agua levou...
A saudade
É uma estrela sem brilho
É leve e voa de vale em vale
Meu pai o vento levou
Saudade foi o que restou...

SOLIDÃO





Dia frio
Deito na rede leio e releio
Penso e repenso
Mas uma vez só...

Dias longos
Sobra espaço
Falta tempo
Tempo para esperar
Ou para desesperar...

Minha vida
Nesse momento só tristeza
Meus abraços vazios
Os anseios
Os olhares
Vagueiam a te procurar...

Meu coração
Sofrimento
Você é meu sofrimento
Em tudo vejo você
Em tudo sinto você
Loucura...

Ter você obsessão
Lutar com você
Meu objetivo
Apaixonei-me
Casei-me
Decepcionei-me
Amei
E hoje o que faço
Um vazio
Um espaço
Solidão só solidão..

SILENCIO...........




Chega à noite
O silencio
A saudade
Tudo se afasta
Sem palavras
Sem um gesto
Silencia, silencia...
Tudo trás medo
Incomoda
Faz parar refletir
Avaliar
Pensar, pensar...

Chega à saudade
O que fazer
Viver de sonhos
Reviver as lembranças
Curtir silenciar
Calar, calar...

O silencio
Silencia tudo
Toca o telefone
Nada se ouve
Nada se faz
Outra vez o silencio
Apenas silencio, silencio , silencio.

Sentei na areia ( autoria Irá Rodrigues)





 Desenhei um enorme coração
 Gravei meu nome e o teu
Fiz desenhos com conchinhas
Demonstrando minha paixão...

Veio às ondas como loucas
Brincando e rodopiando
Levou para fundo do mar
O meu jeito de te amar...

No teu coração e o meu
Fiz do poema meu eu
E nele tentei te deixar
Mas o mar resolveu levar...

O tempo de menina se foi
Hoje só me resta sonhar
Nem o tempo nem o mar
Pode impedir de te amar...

Hoje tenho gravado
O teu coração no meu
Sem vento
Sem ondas
Sem fúrias do mar
Só posso arrancar
Quando não mais te amar...

SE PUDESSE EU FARIA.........





Versos soltos e juntinhos
Transformava em prosa
Pintaria de rosa
Deixava a vida cheirosa...

Buscaria no mar
Peixinho rebelde
Deixava pular na areia
Feito menina serelepe...

Meus versos perfumam o jardim
Ora azul outra amarela
Matizam a vida
Feito aquarela...

Assim é meu ser criança
Que vibra de euforia
Que pula o muro
Pinta na tela da vida
A  minha poesia...