terça-feira, 27 de maio de 2014

DIA CHUVOSO...




Olhei direto nas nuvens
Quando por mim ela passou
Eram nuvens risonhas
Só queriam desabar
Caiu uma chuva miúda
O sol já não aparecia
Bom mesmo se o sol voltasse
Olhei o céu e lembrei é inverno o sol não vem
E sol com céu azul só mesmo na primavera
Resolvi perguntar a lua que surgia apertadinha
Por que chove tanto?
A lua em resposta sorriu
E entre as nuvens sumiu
Parei a beira do riacho
Engrossado com a chuva miúda
Sentia-me encharcada olhei o campo e sorri
E se fosse uma sementinha
Com certeza germinaria
E nesse campo alagado
Uma bela arvore nasceria
Cansada adormeci perdida naquele lugar
Quando o primeiro fio de sol
Brilhou nas aguas paradas
Pisquei pulei da cama de folhas
Sai pulando de pedra em pedra
Assustada parei com sons que apareciam
O barulho não vinha das matas
Era um fio de agua cascateando entre as pedras
Aspirei aquele mundo de sonhos
O sol querendo invadir a pureza daquele cenário
A chuva com teimosia continuava caindo
E eu ali na certeza do amanhecer
Sem ter mais o que fazer...

A POESIA





Faz-se presente
Num olhar
No beijo
No jeito
De ficar...


Faz-se presente
Aqui
Ali
Em qualquer lugar
Basta saber olhar...

Faz-se presente
Na brisa
No por do sol
No nascer da lua
Até no meio da rua...


Faz-se presente

Em mim
Em você
Que ama
Que grita
No pulsar de um coração
Que palpita...   

segunda-feira, 26 de maio de 2014

REALIZAÇÃO DO PRAZER...





Um passeio no campo
Deitar na relva se amar
Sentir um toque
Um sussurrar gostoso
Corpos suados em meio à neblina
Largados nos campos
Perdidos nas flores
No topo do nada
Numa montanha encantada
No encanto a entrega
No contato a magia
Apaixonados amantes
Na realização do prazer...

TRANSE...





Subir nas montanhas
O vento era sopro suave
Passava no alto tornava-se gigante
Sem pressa sem trégua
Sem retorno sorria
Vento que desfolha as páginas do meu corpo
Incendeia preenche espaço
De um recanto vazio
Vento que traz saudade
Que embala balança
Com sua fúria insana
Vento por que faz isso?
Não posso parar você
Se a chuva cair acalma
Essa cascata de vento
Que roda rodopia
Ganha força se agita
Eu aqui em transe
No alto de um mundo encantado
Contemplei o mundo com medo
Aos meus pés o infinito
Terminando no abismo
Ou caia sem retorno
Ou junto do vento ficava
Sem explicação rodou louco
E seguiu a ermo...