segunda-feira, 16 de março de 2015

POESIAS SÓ PARA CRIANÇA..









PEDRINHO
Era um menino alegre que viva correndo
Saltitava feito um coelhinho
Nunca parava sentado – dizia-se inquieto
Assim era o menino Pedrinho...

Na sala de aula ele era sempre o primeiro
Assim teria mais tempo para ficar lá fora
E brincar com suas bolinhas de gude
Mas até esse sonho foi embora...

O Pedrinho perdeu a alegria de viver
Não tinha mais amigos- todos desapareceram
Um dia sua mãe resolveu levar o menino
Para estudar em uma escola especializada
E assim Pedrinho encontrou novos amigos...

O tempo passava e Pedrinho se sentia mais alegre
Os amigos do passado não encontravam mais
Agora tinha uma nova vida e era mais feliz
Mesmo vendo que suas pernas ficavam cada vez mais finas...

O Pedrinho havia sofrido de paralisia
Sua mãe havia se esquecido de levar ao posto
Para que Pedrinho pudesse se vacinar
Por isso Pedrinho não pode mais andar...


Boneca de farrapos

Assim se sente a menina vivendo na rua
Olhos perdido no vazio- coração sofrido
Sem pai sem mãe só lhes resta à ilusão
Seu pai é o sol sua mãe é a lua...

E assim se sente a menina vazia
Boneca de farrapos sem teto sem vida
Olha as estrelas se pega chorando
Lamenta essa vida e vai levando...


 Sem saída e sem  destino- vagueia
Segue os passos sem direção não sabe aonde chegar
Humilhada maltratada – assim vive a menina
Nessa armadilha do destino- perde a esperança
De um dia olharem para ela e ver ali uma criança...







GAIVOTA  VADIAS

Gritam ali
Bicam aqui
Migalhas de pão
Fiapos de peixe
Encontram um banquete
Brigam
Estranham-se
Uma se ajeita
Dá uns pulinhos
Entra na água
Mete a cabeça
Pesca um peixinho
Mexe-se
Sacode o bichinho
Engole todinho..



Pobre animal

No meio do transito vai ele passando
Triste cabisbaixo
Carroça pesada
E ainda vai ele levando pancada...

 Num trote rasteiro
O corpo velho não aguenta
Ninguém nota a estupidez
Que aquele infeliz enfrenta...

Cansado ele empaca
Nem uma passada a frente
Manso ele vai levando
Uma carga
Muito mais inteligente
Que o homem que sem noção
Chama-lhe de burro demente...
Esse pobre animal
Pode até não ter pensamento
Mas é nobre em sentimento
Muito mais do que aquele
Que lhe chama de jumento...







O tomate

Vermelho de raiva
Olha para a berinjela
Que roxinha de curiosidade
Quer saber da novidade...

 O quiabo magrelo
Também quer saber
E pergunta de uma vez
Para poder entender...

Ora! Ora!  Vocês não correm perigo
Eu sim logo, logo vou ser colhido.
Já pensaram no meu destino
Machucado, processado, enlatado.
Depois vendido em supermercado...

O pimentão que a tudo assistia
Eu também vou ser colhido
Numa banca vou ser exibido
Pegam-me, olham admiram.
Numa salada vou ser servido...

A  cenoura balança suas folhas
Vocês reclamam,  reclamam
E quem vive enterrada sem respirar
Melhor ser logo colhida
E numa feira ser vendida...

E o tomate grita desesperado
Vem ai o batalhão
A colheita vai começar
Ai meu Deus que aflição...

Ai! Grita o tomate a ser arrancado do pé
Sem saber o que aconteceu no chão ele foi jogado
Melhor mesmo ficar ali
E por um pássaro ser devorado...

E assim todo contente o tomate tinha certeza
Suas sementinhas  naquele solo vai germinar
E novas plantinhas irão brotar...





No sitio do seu José

Tem passarinho cantando
Fazendo ninho no telhado
Tem pai tem mãe
Tem filhotinho gritando...

Tem um laguinho
Tem pato nadando
Tem peixinho colorido
À tardinha vai seu Zé pescando...

 Tem vaquinha pastando
Bezerrinho no curral berrando
Tem porquinho no chiqueiro
Comendo o dia inteiro...

Tem um gato preguiçoso
Ratos na sala passando
Tem cachorro vira lata
Tem formiga que não acaba... 




Um casebre no pé da serra

Nem da estrada se avista
Aquela casinha de sapé
Ali só se ouve barulho
Do cachorro e das galinhas
A luz só se tem da lua
O telhado é de palha
As paredes de barro vermelho
Agua fria se bebe no riacho
Azul é o céu sem chuva
O sol parece não dorme
Nem bem o dia acorda
Ele já está ardendo
Queima a pele do povo
Povo que vive tranquilo
Esperando Deus mandar
Chuva para poderem plantar...
E assim segue a vida
Desse povo de fé
Numa casinha na serra
Toda feita de sapé...   



A girafa e o hipopótamo

No zoológico viviam os animais
Cada um em sua jaula
Mas a girafa com seu pescoço comprido
Pela cerca espiava o hipopótamo
E dizia sempre assim
Sabe o que mais quero é você perto de mim...
O hipopótamo com seu peso de dar dó
Olhou a girafa de cima a baixo
Eu nada tenho com sua postura
Sua pobre criatura..


O ratinho

Com olhar maravilhado
Coloca a cabeça fora do buraco
Dá uns pulinhos
Remexe o nariz
Sente o cheirinho
Do farto banquete
Não se contenta
Sai, anda, retorna
Perde o medo- avança
Sobe na mesa
Remexe a bandeja
Tinha de tudo
Pão com mortadela
Queijo, bolo e doces.
O ratinho de tão esfomeado
Não sabia se saboreava
Ou engolia a  sua ansiedade
Comeu, comeu
Ali mesmo adormeceu
Acorda assustado
Latido de cães
Miado de gatos
Melhor sair correndo
Ou seria o banquete
Saiu correndo
E no buraco
Enfiou-se...






Sinal fechado...

Humilde pede um trocado
Sempre não
Vidro fechado
Olhar desconfiado...
Menino vadio
Sem casa
Sem comida
Dorme no chão
No meio da multidão...
Tanta gente
Ninguém lhe estende a mão
Nem um trocado
Nem um pão...
Seu nome é José
Mas pivete é chamado
Vive atoa tapeando a fome
Com restos de lixo
Imagina se deliciando
Com pastel coca cola
Sanduiche de mortadela
Bolo de chocolate
Até hambúrguer
Ele finge que é...
E assim vive pivete
Sua realidade
Fuga
Necessidade
Incompreensão
Só quero um pedaço de pão...
Menino sem culpa
Sem oportunidade
Solidão
Marginalização
Grito na noite
Só acusação...
Sociedade
Hipocrisia
Vergonha
É minha nação
Sou apenas um garoto






Menino de rua

Tenta mudar a vida
Entre faróis ele vaga
Nas noites frias malvadas
Sem identidade sem nome
Verde e fraco de fome...
Um novo dia o sol desponta
Lá está o menino
Sujo faminto parado
Já não suporta mais ser humilhado...
Na ânsia  do desespero
Cara suja  assustado
Ninguém lhe dava um tostão
Com ódio daquela gente
Rouba num carro um presente...
O coração saltitante
Abraça o embrulho
Corre assustado
Buzina estridente
Só ouve a gritaria
-pega é ladrão – pivete!...
No esconderijo do esgoto
Senta sem força
A fome dominando
Abre o pacote se assusta
Só tinha doces e fruta...


Encantos do céu

Luz de estrelas
 Lágrimas de chuva
Sorriso de anjos
Meiguice de lua...
Beleza de sol
Encanto de mar
Desejo no corpo
Jeitinho de amar...
Canteiro florido
Bailado de flores
Canção da brisa
Encanto...
Leveza de asas
Que flutuam
Exibem-se
Em cores vibrantes
De borboletas saltitantes...
Galope de vento
Folhas caindo
Barulho de aguas
Cascata sangrando...
Gaivota voando
Bem te vi cantando
Rio que transborda
Desejo que acorda...


A folia

No meu jardim de inverno
Esvoaçam pétalas de flores
Sopra a brisa rasteira
Canta um bem ti vi faceiro
Que mora em meu canteiro...
Vorazes lagartas
Passeiam por entre as rosas
Vadiando e devorando
Minhas flores formosas...
Aqui da janela observo
A folia da passarada
Num esbanjar de vozes
Cantam com emoção
Ai meu pobre coração..


Um pingo de orvalho
Caindo na flor
É o grito vibrante
Do beija flor
Saindo do ninho
Voando sozinho.
É um fiozinho de água
Caindo do telhado
É o frio da manhã
Que nunca se cansa
É a preguiça do dia
Que se estica
É à noite chegando
Estrelinha piscando
É jardim esperando
A primavera chegar
É semente de flor
Na terra a germinar
É o abraço da paz
Querendo muito mas...




ABORTO

Gerar um filho é o maior presente doado por Deus
A vida de um ser tão pequenino crescendo no ventre
Aquela sensação gostosa  que só sendo mãe vai saber
E quem ainda não é sabe bem entender...

Abortar é um ato criminoso que se faz sem pensar
Essa sementinha que se mata amanhã seria um adulto
Um ser humano do bem, o futuro da nossa nação.
Que você com sua covardia não deu proteção...

Abortar pode ser hoje para você uma solução
Amanhã  o remorso vai continuar com você
Quando encontra uma criança sorrindo feliz
Ira recordar de aquele ser que você nunca quis...

Nem dava para saber se era um filho ou uma filha
Era tão pequenino ali protegido em seu ventre
Ele já respirava dormia sereno e sonhava
No dia em que nos teus braços pudesse ver a luz
Na batalha da vida esse ser implorava...

 Mas sua mãe não o escutava apenas queria abortar
Um filho iria lhe atrapalhar – tomar seu tempo
As festas os passeios, o corpo bem feito-  a vaidade
Tudo isso foi motivo para praticar essa maldade...








O DILEMA DA MATEMÁTICA

Dificuldade em aprender
É  tão fácil de somar
Dividir e multiplicar
É só ter atenção
Numa simples operação.
E o quociente decimal
Começa com dois números
Um se torna dividendo
O outro é o divisor
No fim aquele horror...
E a dificuldade constante
O dividendo coitadinho
Retalha-se inteirinho
Centena, dezena unidade.
E vem o poderoso divisor
Ao fim se sobrar resto
A divisão vai continuar
E a duvida vai aumentar.
Décimos centésimos e milésimos
Que confusão é a tal matemática
E se no final fica resto?
É uma luta sem fim
Nunca se termina uma divisão
E o dilema da matemática
Vira uma confusão...
Eu nunca gostei de matemática
Fazia contas e contas na hora do resultado
Era dor de cabeça na certa
Tudo estava errado...








DIA INTERNACIONAL DA PAZ
JARDIM DA POESIA TEXTO SOBRE A PAZ

AH!
Se pudesse eu transformar o homem
Implantaria sentidos da paz
Teria o dom de mudar o mundo
Seria a paz seria um tudo...
Ah!
Se eu pudesse acabaria as diferenças
Sem racismo sem loucuras
Seriamos todos os irmãos
Que Deus uniu com perfeição...
Ah!
Se eu pudesse seria apenas  paz...

Se o amor dominasse o mundo
Não existiria ódio entre a humanidade
Não seriamos escravos da humilhação
E sim a paz em comunhão...

Se a paz fosse o símbolo do homem
O mundo não seria de horror
Sem guerra, sem fome só amor.

A vida seria um jardim
O mundo feito de sorrisos
Nossos sonhos realizados
E todos os direitos preservados...

Paz é ser humano consciente
É igualdade sem violência
É juntos plantar a paz
É saber o sentido de amar...





BOM DIA!!!

Domingo chegou!!!
Finalmente o melhor dia da  semana...
Meio cansada só quero cama...
Descansar até ficar rilex
Levantar bem tarde
Brincar com filhos
Curtir os amigos
Entrar na net
Dizer bobagens..
Ai é só ri da boa vida...
Deixo pra quem ler
Meu beijo de borboleta
Um abraço de urso
Bem apertadinho
Uma semaninha toda calma
Feito brisa que sopra do mar
 Ou que vem das montanhas...
Ai é só abri os braços saudar a vida
Dar aquele sorriso
E dizer amo todos vocês
Seja de cá, ou seja, de lá....
Que importa a distancia
Quando se tem amor no coração...









UM BELISSIMO DIA COM CHEIRINHO DE INVERNADA...

dê-me a neblina de agosto
e os ventos cortantes da invernada
a brisa que dança na beira do mar
a chuva que ameaça... a flor que se desfolha
ao sopro da geada
e te darei o amor-perfeito
aquele que floresce na campina
flores do campo amor perfeito
e nesse mar de cheirinhos
deixa que a poesia renasce
no nosso coração
feito manha quentinha
por dói sol radiante
e a neve que se esvai em transe
antes que chegue a primavera
e floresça tudo trazendo mais encanto
deixando a vida mais bela...






A casinha banguela
Não tinha porta
Não tinha janela
Perdida no meio do mato
Ninguém ficava nela
E a casinha chorava
Todos iam embora
Ninguém nela morava.
Mas quem vai ficar
Numa casinha assim
Onde a brisa entra e sai
Nem telhado ela tem
Tao grande a ventania
Levou para longe as telhas
Saindo de dentro dela
Uma perfeita floresta.








A brisa e o varal


Vem correndo dona brisa
A chuva já vai caindo
Ou vem depressa
Ou molha tudo
Corre, corre seca a roupa.

No varal se balançando
As roupas ficam enxugando
Dona brisa bem boazinha
Cuida de ir secando...

Ou  brisa vem apressada
Ou corre ou a chuva cai
E a roupa coitada
Vai ficar toda molhada...




VIVENDO CRIANÇA

 Lugar de fazer amigos
Brincar e ser criança
Esquecer a vida lá fora
Aqui dentro é só a magia
 De ler boas poesias
Deixar de ser adulto
Aqui fica proibido
Ter tristeza
A ordem é viver criança....
Vem com a gente
Ser feliz


O gato não viu a chuva
Foi na praça passear
Ficou perambulando
E a chuva foi chegando...

Correu apressado
Mas ficou todo molhado
Com seu pelo arrepiado...

Na cozinha foi se esconder
Num cantinho se encolheu
Melhor se secar primeiro
Para não molhar o tapete...
E lá fora a chuva caia
O gato de fome miava
Era tarde todos dormiam
E sua ração na sala estava...
Assim ele aprendia
Quando a chuva avisasse
Que logo iria cair
Depressa para casa
Ele criasse asa e voasse...
Mas gato não tem asas
Como pode ele voar
É um ditado popular
Quer dizer acelerar...


                




Escrever para criança

Tem que ser perfumado
Trazer as estrelinhas do céu
Correr no jardim
Colher flores de alecrim...

Imagine que alegria
Fazer da vida uma fantasia
As tristezas em alegria
Deixar a poesia rimar
E a criança contagiar...

Fazer  versinhos coloridos
Usar as cores do amor
Das  lagrimas fazer o riso
Carinho eliminar a dor...

Tem que ter muita folia
Assim vem e contagia
Tem que saber ser animada
No fim dar boa gargalhada...

Tem que ser colorido
Usar lápis de cor e fazer um arco íris
Deixar o colorido vibrar
Ser criança é saber sonhar...






ERA UMA VEZ...I

Numa casa velha assombrada
Umas sapecas bruxinhas
Voavam  sobre o jardim
Assombrando  as criancinhas...

Não faziam maldades
Só queriam brincar
Uma vez que as bruxinhas
Eram umas menininhas...

No caldeirão escaldante
Gritava a bruxinha faceira
Joguem sapos e beija flor
O feitiço do amor...

E as nuvens lá no céu
Logo ficaram pesadas
E uma chuva forte
Caiu em disparada...

As bruxinhas que não são tolas
Correram a se abrigarem
Era hora das menininhas
Nas suas caminhas ficarem...






Certa vez

Três amigas baratas
Uma solteirona
Que só queria casar
Mas era muito comilona...

A outra desengonçada
Só gostava de rezar
Casar era pecado
Nem pensar...

E tinha a Mafalda
Metida e orgulhosa
Quem quisesse sua pata
Tinha que ter ouro e prata...

E assim as três amigas
Viviam levando a vida
Uma envergonhada
A outra metida e debochada
E a outra encalhada...




CHAMAM-ME DE TANTOS NOMES

Pivete
Sem nome
Malandro
E até mesmo trombadinha...

Sou gente e tenho nome
Família  eu nunca tive
Meu pai é a rua
De companhia tenho a lua...

Minha mãe a solidão
Os carros meus irmãos
Amigo eu tenho não
Meu nome compaixão...

Brinquedo
Já tive sim
Uma estrelinha caindo
Eu ria e ela saltava
Depois ia sumindo...

Minha escola é a vida
Professor eu tenho a violência
Colegas é minha luta
Que tento a sobrevivência...

Meus desejos  eu vou contar
Quero ser diferente
Ter uma casa
Morar como gente...

Ter um pai uma mãe
Ou ao menos um parente...
Eu sonho ser cantor
Tudo que Deus lhes deu
Eu só quero pouco  Senhor
Ser gente ser doutor...






COITADA DA TARTARUGA

Velha enrugada
Acha-se mocinha
E se alguém duvidar
Causa-lhe uma briga
Daquelas de acabar...

Mas que idade ela tem
O corpo de carapaça
O pescoço cheio de ruga
Deve ter quase cem...

As pernas verruguentas
Quem olha não se aguenta
Essa velha tartaruga
Só se lamenta...

De velha anda se arrastando
Uma lesma anda mais rápido
Numa corrida até o caracol
Sai na frente ai que dó....





BRINQUEDO TEM HISTÓRIA...

Na cidade de Aninha
Tem uma ruazinha
Toda feita de brinquedo...
A criançada que visita
Logo se apaixona
E se é hora de ir embora
É aquele chora, chora...
Até adulto fica encantado
Com cada historia contada
Que brinquedo tem vida
Que brinquedo quer morada...

São tantos de todos os tipos
Uns esculpidos da madeira
Outros de pedra e argila
Até um cavalinho
Feito de perna de cadeira...

Tem os feitos de farrapos
As mais delicadas bonecas
Cheias de panos velhos
Com cabelos amarelos...

Parecem meninas carentes
Querem carinho
Agitam-se fazem palhaçada
Encantando a garotada...



Brincando com as letrinhas


A vida no campo tem tudo isso
Brincadeira de criança
Carinho gostoso de vó
Doce de marmelada...

Esquilo pulando na árvore
Formiga cortando o milharal
Galo gritando alto
Homem trabalhando no quintal...

Iguana se espreguiçando
Jabuti ali passando
Karaokê para se brincar
Letra fácil para cantar...

Marrecos e patos no lago
Nico macaquinho esperto
O canguru pulando,  pulando
Quantos animais engraçados
Raposa passando no pasto...

Sapo coaxando no riacho
Totó o cãozinho do João
Uivando pedindo atenção...

Vaquinha berrando no curral
Waldemar  fazendo a ordenha
Xicara a espera do leite quentinho
Yasmin subindo na cerca
Zangada com o Chiquinho...

 Assim podemos aprender
Brincando com as letrinhas
Cada uma  é bem espertinha
Dando ar de   engraçadinha..






Despertar

Num dia qualquer
Num momento sem fim
No espelho imagem distorcida
No olhar o brilho de menina
Na inocência ou fantasia.

No jardim do meu ser
Brotam rosas vermelhas
Aromáticas violetas
E até um bem me quer
Na mais linda nostalgia.

Numa viagem mental
No frescor da noite
Um sopro suave de brisa
Em mim desperta
A magia do momento.


Cenário da vida
Despertei num mundo de luz
No topo de uma montanha
Era sonho ou imaginação
Só sei que fui bem além
Desse mundo de ilusão.

Em meio a árvores frondosas
Um cenário a deslumbrar
De fontes correndo aguas
Peixes coloridos
Fazendo cambalhotas.

Aves a cantar
Numa orquestra perfeita
Exibida na natureza
Na mais linda harmonia
Da mais pura grandeza.

Se vier acordar
Aqui me deixa ficar
Esqueço o mundo lá fora
Para o mundo não quero voltar
Deixa-me aqui nessa vida
Num êxtase a te encantar,






Aulinha esperta

E sai a turminha cantando
E alegres a gritar
Vamos lá saber contar...
 UM passarinho voou do ninho
No galho da aroeira sentou
Olhou a turminha se espantou...
DOIS filhotinhos engraçadinhos
Dormiam tranquilos  no ninho
Ouviram o barulho despertaram
De olhinhos fechados abriram o biquinho...
TRES corujinhas saíram do buraco
O pai a mãe o filhote
A turminha se encantava
Enquanto os n úmeros contava...
QUATRO lagartixas que tudo observava
Sem perceber aproximaram das corujas
Mas uma delas se deu mal
Foi logo aprisionada
E pro buraco foi levada...
CINCO Bem ti vis  gargalhavam
Bem ti vi... Bem ti vi
Gritava alertando o perigo
Mas as lagartixas nem ligavam...
SEIS coelhinhos que por ali passavam
E as lagartixas choravam e choravam
Os coelhinhos deram uma solução
Suas bobas metidas ou fogem logo daqui
Ou acabam seus dias no bico de um corujão,,,

SETE ovelhas que por ali pastavam
Viu a lagarta se aproximar
E com pena resolveu ajudar
Corra, corra rapidinho.
Ou da coruja será um lanchinho...
OITO lindas borboletas
Voavam de flor em flor
Vendo a luta da lagarta
 Gritam! - corra, corra para seu casulo.

NOVE macaquinhos pulavam de galho em galho
Parecia criança brincando
Eram tão espertinhos
Esses lindos macaquinhos...

 DEZ pintinhos por ali passavam
Enquanto as mamães por perto ciscavam
E os patinhos num laguinho nadavam
Para os problemas nem ligavam...







O RATO

Fez um barulho
Parecia um batalhão
De tanto era a confusão...

Saiu do telhado
Caiu na cozinha
Dizendo ele
Morava na vizinha...

Bichinho esquisito
Parece sorrir
Sai assim do nada
Faz a maior trapalhada...




O que isso quer dizer?

Estatuto da criança
Todos dever ir à escola,
Ter carinho casa educação
Se nem comida tenho
E durmo no chão...

Não tenho nome
Só me chamam malandro
Pivete ou ladrão
Família, o que é isso?
Meu pau é o transito
Minha mãe solidão...

Morada se chama rua
Brinquedos a pistola na mão
Minha escola é rua
Professor é o trafico
Meu desejo compaixão...

Que a sociedade acorde
Quero apenas um lar
Ser criança ser feliz
Que o homem enfim concorde
Que criança merece a felicidade
Tio!
Só quero viver com dignidade...

Uma reflexão a consciência negra..






Chuva caindo
respingando na calçada
o vento chegou
querendo atrapalhar
mas a chuva muito teimosa
engrossou ficou forte





Meu amigo cantor

Quem te conhece sabe
Que canta por ser feliz
Que voa aonde quer
É volta quando quiser...

Água fresca não te falta
Ração  não deixo faltar
Mesmo livre ele volta
Para se alimentar...

Meu amigo passarinho
Deus fez para voar
É livre e pode ir
Mas sempre ele quer voltar...





UM ENCONTRO ENTRE AS FLORES

A rosa toda prosa
Conheceu o lírio amarelo
Recebeu de suas mãos
Um ramalhete singelo...

E o cravo todo encantado
Foi receber a margarida
Com seu brilho dourado
Ficou todo apaixonado...

As orquídeas de cores vivas
Algumas exuberantes
Outras ainda em botão
São belas do inverno ao verão...

As flores do campo
Foram logo namorar
Queriam se casar
Antes de o inverno chegar...

E assim vivem as flores
Encantando com suas cores
Unindo os amores
Atraindo beijas - flores.





PATO FOLGADO.

Intruso e todo metido
Mete-se entre pinguins
Olha só a pose do sujeito
Parece até de respeito...

 Enturma-se e logo fica atrevido
Metido de olhar esbugalhado
Ri do grupo se esconde
Ajeita-se na areia todo atrapalhado...

 Pula na pedra se esconde
Coloca a cabeça na água
Pega um peixe engole
Traidor esnobe...

Esse intruso não tem jeito
Queria mesmo é enturmar
Se banquetear
E com gula se empanturrar




QEU SAUDADE


da vida na fazenda
quando em noite escura
pegavamos vagalumes
aquelas luzinhas azuis
que piscavam, piscavam
pareciam olhinhos
de gatos ou coelhinhos
ou quem sabe aquelas luzinhas
eram meninas estrelinhas
que na terra viravam vagalumes
quando o dia raiava subiam
e no céu adormeciam.



A garça

 Uma ave branquinha
Só andam em bando
Nunca sozinha..
O pescoço comprido
De pernas longas
Penas são plumas
Algodão ou espuma...
Que o vento balança
Sem pressa caminham
A tardinha o bando voa
Para na manha retornar...
 Na beira do rio
Parece uma nuvem branca
Nas árvores fazer seu poso


Olhem

Uma cadela mimada
Inventa de ser amiga
De uma rata metida
E uma pulga atrevida...

E na rua a passear
Encontram uma folia
Chegava o circo
Trazendo alegria...

Palhaços coloridos
Gritavam se exibindo
A cadela acompanhava
Junto da bicharada...

Nas costas levava a rata
Que cuidou de colocar
A pulga metida
Para não atrapalhar...



EU SEI! 


Que teu sorriso é tua marca
Alimenta tua alma e aclama
Traz a quem ler o brilho do mar
Nesse teu fascínio de amar...


Eu sei...
Que tu és uma rocha
Que resiste tempestades
Traz no teu sorriso a calmaria
Transforma tudo em poesia...

Eu sei...
Que a janela do teu ser
É como o sol despontando ao amanhecer
É lindo como um barco navegando
Como um poeta segue sonhando...

Eu sei...
Que em teus versos posso ler
Êxtase de alegria – contagia
E foi nos versos que teu sorriso nasceu
Criou forma conquistou  e floresceu...

Assim é meu amigo sorriso
Um pouco misterioso
Com certeza um coração
Que esbanja proteção...




Lindo beija flor

Radiante ele surge
Entra na casa cantando
Passeia na sala
Invade a cozinha
Em cada canto encantando...
No jardim o riso de flores
Se abrindo para receber o beijo
Desse lindo beija flor...
Beleza assim  eu nunca vi
Era preta  e aveludada
A mais bela aparição
Numa manhã ensolarada...
Elegante ela voava
Na sua cor negra
Exibindo acrobacias
De voos livres exuberantes
Uma verdadeira poesia...



A lagartixa

De calda longa
Pescoço empinado
Num raio de Sol se espicha
Vaidosa lagartixa...

Esperta indolente
Já cascuda de tão velha
Faz-se até de gente
Quando vir alguém de frente...

Mas logo o medo domina
Olha de lado sai embalada
Eita  bicha mais malcriada...



Gotinhas de estrelas
Estrelas são pingos de luz
Surgem como meninas
Faz charme se exibe
Anoitece e logo aparecem
Enfeitam o negro da noite
Parecem pinguinhos sorridentes
Esbanjam
Fazem estripulia
Roubam a cena
Até o raiar do dia
É estrela cadente
Ou as três Marias
Cada uma representa
O tempo de nostalgia
Nasce no romper da noite
Encanta nas madrugadas
Faz a menina sonhar
Inspira poetas
Deixa melodias no ar
Aquece corações
Atende até pedidos
Quem pensa que ela é
O amor que um dia se foi
Que para o céu se foi
Virou estrela
Que canta baixinho
Ilumina a vida
Ou é menina dengosa
Ou sua estrela guia..







Sábado!

É dia de ir à praia
Brincar na areia
Catar conchinhas
Dar gargalhadas
Esquecer o tempo
Deixar a vida passar
Sentar sem pressa
Ver as ondas brigando
Com fúria se estranhando
Rolar na areia
Fazer espumas
E para o mar retornar mansinhas
Bom mesmo é tomar sorvete
Se lambuzar
Virar criança
Correr pra agua
Fazer bagunça
Se banhar
Sair do mar
Esquecer as horas
Jogar bola
Se divertir
Sentar cansada na areia
Fazer castelos
Distribuir charme
Desfilar sem medo
Não ficar sem jeito
Se exibir
É praia
Mesmo inverno
É varão...


     
OI VEM COMIGO!

Que hoje o dia seja de alegria
Muita traquinagem e poesia
Criança é assim mesmo
Faz da noite dia...

Traz a luz do sol no olhar
O brilho das estrelas no sorriso
Sabe voar como pássaros
Vem comigo ao paraíso...

E assim tudo fica perfeito
Como Deus fez a natureza
Colocando a esperança
No sorriso de uma criança...

Oi vem comigo!



Vivendo criança

Tem amigos especiais
Um traz alegria e nos encanta
Outro vem aqui faz a festança
E todos elogiam a criança...

Um é muito engraçado nos faz ri
Com postagem inteligente
E nos seus poemas belíssimos
Diverte muita gente...

Aqui viramos  criança
Que sabe ri e sabe brincar
Escreve  poesia com amor
Trazendo o perfume da flor..

E assim vamos brincando
Enquanto viver criança
A tristeza vai sumindo
Erra o endereço e nos deixa sorrindo...







Gotas como pedacinhos de alegria

Pingos de chuva que surge do nada
Lambuza em mim como tempestade
Rega minha alma sedenta
Floresce da vida faz crescer
A beleza do ser
A sintonia do amor
A pureza da vida
Ou a certeza da ida...
O silencio que cala a calada da noite
O grito assusta durante a madrugada
O medo paralisa sem saber a saída
Levanta se agita
Recomeça do nada
Experimente o toque
Viva a magia
Realize seus sonhos
Sem medo do nada
Se uma chuva cair
Vindas do céu
Colha nas gotas
A mais linda poesia...




Pingos de chuva

A chuva chega calminha
Aromática e quente
Desce invadindo a alma da gente
Fica densa  ganha vida
Olho a janela
La fora a chuva caindo
Sinto-me nua
Despida do medo
Limpa para a vida
Os pingos da chuva
Faz musica no silencio
Chuva fraquinha
Ou chuva dengosa
O vidro embaçado
Molha tudo
Invade minha alma
Vontade de sair
Brincar feito criança
Fechar as mãos
Ver as gotas da chuva
Sem pretensão
Na leveza do ser
Na certeza de ter
Meus olhos se abrirem
E num breve momento
Ver-me sorrir
Ou camuflar as lagrima
Que não se apagam no tempo
Fico extasiada
Viajo nas gotas da emoção...




A magia de DEUS

Registrar no papel
As lembranças
Os momentos eternos
Parando o tempo
Tudo que amo fica
Que a ternura nunca acabasse
Que a vida fosse um eterno encanto
E que nunca existisse o desencontro
Que a alegria nunca se perdesse
Nem o riso fosse apagado
Que o rolar de uma lágrima
Não fosse sofrimento
Mas a certeza de nova esperança
Que o amor fosse a única forma de expressão
Estampada em cada rosto
Em cada coração
Que amigos fossem verdadeiros
Que as famílias
Acordassem com a certeza
Que o amor se perpetuasse
No raiar de cada dia...



Poder da natureza

De uma gotinha de agua
Derramei um mar de palavras
Juntei uma a uma
Criei frases
Arrumei fiz melodia
Foram frases calminhas
E foram frases ousadas
De um grão de areia
Perdida na calçada da rua
Fiz rimas mostrei a lua
Ela sorriu e apaixonou
No jardim mal cuidado
Uma flor abandonada
Colhi fiz musica
Dancei nos embalos do vento
Que rodopiava ali
O sol querendo aparecer
Lançava seus raios
Fui à busca da sombra
De uma arvore qualquer
Ali fiz meu abrigo
Adormeci com o som das folhas
Que cantava baixinho
Trazendo um silencio calminho
Senti sede me agitei
Das folhas caíram gotas
Saciei no orvalho
Que cai na madrugada
Nas folhas caídas
Fiz um manto
Do manto macio meu mundo
Fui prisioneira da noite
Na manha fui à leveza
Que brota da natureza...




É mesmo folgada essa coelha


O dia acorda ensolarado
Os campos verdejantes
A grama serenada
Com vestígios da madrugada...

Logo aparece a Teca
Essa coelha não resiste
Quando lhe jogam uma cenoura
Só para quando a barriga está estufada
De tanto comer fica empanturrada...

Teca é mesmo engraçada
Toda branquinha de dentes compridos
Nem se parece as outras coelhas
Adora tomar banho gelado
E lavar  a barriga e as orelhas...

Sua dona  adora fazer mimos
Enche a banheira espumante
E logo ela chega correndo
Teca é mesmo diferente.. 




Um abraço de urso
Um carinho
Uma palavra basta...
Queria um aconchego
Um pinguinho de ternura
O sorriso que sumiu
Deu lugar as lágrimas
Que rolam
Afoga
Encharca a alma...
Preencher o vazio
Que de repente chega
Mexe
Remexe
Invade
Deixa um buraco
Na vida da gente...
Quero um amigo
Que espante a solidão
Que se aloja em mim
Quero alguém aqui
Falando abobrinhas
Fazendo-me ri...
Seja lá como for
Só quero
Você
De qualquer jeito
Até com seu defeito...












Sonhar...

Em dias chuvosos
Saio de cena crio fantasia
Nas delicias da mente sou criança
Faço magica crio canção
Rindo atoa rolo no chão...
Nem importa a vida adulta
Deixo meu sonho vagar
Invento historia faço poesia
No meu jeito de criar...
Pássaros voam no telhado
Ratos brincam de pega, pega.
Até curto um grilo cantor
E mosquitos sendo ator...
Posso sorri e chorar
Acreditar em papai Noel
Ser eu ser criança
Delirar
Sonhar
Ver na vida a esperança...




A noite chegou risonha

É só olhar o céu e nuvens dançando
São raios de alegria que descem
Invadem o cenário vem iluminar
As crianças querendo brincar...

Rendo-me por ser criança
o sono vem querendo ficar
O frio gotoso de pele
Ah! Como é bom ser criança e sonhar...

E nessa magia ser mais leve
No VIVENDO CRIANÇA sou assim
Brisa dançando cheirinho de carinho
Adormecer e logo querer acordar...














Pingos de chuva

Na janela posso ver
Pingos de chuva
Que caem sorridentes
Param nas flores
Pingam no chão
São flores são aves
Com a chuva caindo
Mostram-se contentes
Com jeitinho inocente.

Revoadas de borboletas
Voam de todas as cores
Sugam com gentileza
A doçura de cada flor
O mais lindo cenário
Pingos de chuva lá fora
Aqui dentro meu amor.



MEU SER CRIANÇA

Na relva esculpi meus desejos
Usei lápis de cor na escrita
Para perfumar a poesia
Peguei a noite e fiz dia...

No fim ficou bem assim
Cheirinho de bosque
Eucalipto
Alfazema
Jasmim...

Gostinho com sabores
Mel com canela
Morangos
Bombons caramelados
Tudo com água na boca...

Para degustar até se fartar
 Docinhos de romã
Perfumes de flores
Beijinho de hortelã...

Sabores e aromas
Um delicioso bem querer
É cântico
É poesia
É um lindo amanhecer ...





ERA A PRIMAVERA CHEGANDO...

Entre flores e insetos
Um baile de todas as cores
Eram tantas flores carmim
Rosa, violeta e jasmim...

O cravo bailava com o lírio
Borboletas com alecrim
Os pássaros entoavam seus cantos
numa sinfonia sem fim...

O baile seguia animado
Cada vez mais agitado
Eram flores e flores
Em seu belo bailado...

Diziam estarem felizes
Era primavera chegando
Era um mundo de cores
Dando  boas vindas  as flores...

E abelhas se alegrando
Passarinho cantando
Borboletas se assanhando
Era o dia raiando
Era a primavera chegando!



Hoje desejei...

Casa no campo
Vegetação verdinha
Ar puro
Rio corrente
Silencio total
Só o grito da andorinha...
Gado pastando
Galinhas ciscando
Patos no lago mergulhando
Cavalo selado
Passeio flutuando...
Pássaros cantando
Sossego de tudo
Natureza esbanjando
Flores e insetos voando...
Cerca branquinha
Casa arejada
Rede na varanda
Eu preguiçosa largada...
Cozinha cheirosa
Pão fresquinho
Batata assada
Um gostinho de churrasco
Uma bela feijoada...
À tardinha que delicia
Céu nublado
Trovão gritando
Relâmpago brilhando
Chuva caindo
Meu gatinho dormindo...





Voei nos raios da lua

Virei criança brinquei
Fui até o céu
Roubei estrelas
Fiz rimas me encantei...
Pisei nas nuvens
Fiz furinhos
Derramei floquinhos de algodão
Fiz versos
Criei música dancei
Mas foi no sol
Que rodopiei...
Passei nos planetas vibrei
Encontrei a lua
Virei cometa
No meio da explosão
Deparei-me imensidão...

 Sonhei e sonhei
No meu jeito criança de ser
Fiz fantasias e na imaginação dancei....






Gotas de carinho
Cheirinhos de flor
Beijos da natureza
Estrelinhas em festa
Rindo agradecem
Os mimos do pai criador
Obrigada amiga por ter te conhecido.
Por ter sido amiga
E sempre ali a me ajudar
Quando a te recorri
Desejo-te muita luz e muitos mimos
Nesse grupo belíssimo...





Sorria...

...e o dia fica lindo.
Quando a gente canta
Escreve poesia
Fala com amigos
Que te diz bom dia
E você se encanta...
Sai na rua
Luz do sol ofusca
Se sente livre
Encontra o que busca...
Um som
Toca uma musica
Aquela bem suave
Que te faz dançar
Que te mostra à vida
Toda colorida
Com sabor de mar
Que te leva nas nuvens
Com vontade de amar...








SAUDADE...

Falo com dor doida
Da minha cadelinha
Que saudade louca
Dessa minha amiguinha...

Acordava cedinho
Na minha porta arranhava
Abria toda feliz
Na minha cama pulava...

Todas as manhãs
A mesma rotina
Era como se quisesse
Um bom dia me dar...

Gigi era uma cadelinha
Meiga
Inteligente
Carinhosa
Parecia uma menininha...

Mas muito ciumenta
Com olhos pidões
Cheios de amor
Ai minha linda que dor...

Foram dez anos juntas
Acordo todos os dias
Ainda sinto seu latir
Batendo na porta
Querendo entrar...

Chego do trabalho
Procuro-te na varanda
Tudo silencia
Teu latir tua alegria...

Lembro-me de tantas coisas
Seu medo do mar
Pavor de barulho
Mas aqui ainda guardo
Tua foto meu orgulho...

Se existe céu para animais
Sei que lá você estar
Com sua cara sapeca
Outro cãozinho vai te cuidar...









 Libélula

Que delicia seria
Ser uma linda libélula
Que voa livre
Encanta com a leveza
De cores suaves
Pousa aqui
Pousa ali
Numa liberdade
Toda cheia de vaidade...
Tens a vida curta
Mas é livre
De beleza sem igual
Se fosse eu uma libélula
Voaria além do mar
Um ser pequenino
Suave
Ser livre
Ser libélula
Poder voar...




Amor assim

Feito carinho de passarinho
Que nem precisa tanto assim
É só encher de carinho...

É tanto carinho no ninho
São galhinhos secos
Asinhas entrelaçadas
Criaturinhas ousadas...

De bicos  compridos
Perninhas alongadas
Parecem bailarinas
Essas doces meninas...
De Irá Rodrigues..


Queria ser as  ondas
Que nem precisa mais que o mar
Para ser delirante
Fazer pirueta e rolar...

Queria ser uma sereia
Que é livre
Vira mulher
Em desejos incendeia...







E O DIA NASCE!   -

Todo sorridente
Em meio ao roseiral
Bandos de bem te vi
Cantam  para mim...

Mais que contente
Gritam com alegria
Macaquinhos
Saltam
Pulam...

 Esquecida no jardim
Borboletas
Pirilampos
E até sapinhos...

Luzes de vagalumes
Lançam-se ao mar
Ao longe parecem barquinhos
Perdidos
Navegando
Sem rumo
Perde o prumo...







ALEGRIA

Vem toda sapeca
Esbanja sorriso
Do meio das cores
Do cheiro das flores...

Vem das estrelas
Da chuva fininha
Vem de um passarinho
Dormindo no ninho...

Alegria
Vem do riso de uma criança
Da sabedoria de um velho
Do canto do vento
Da passagem do tempo...

Alegria
É despertar com o sol
Ver a lua dormindo
Andar descalço
Sem perder o passo...

Alegria é tanta coisa
Tomar um sorvete
Ri com amigos
Comer pipoca
Esquecer a hora...









SIGNIFICDO DAS CORES



As flores são como as cores
Lindas e divertidas.
De várias espécies e feitios
Até das mais atrevidas.

Trazem recordações
E fazem lembrar canções.
Abrem corações
E criam muitas paixões.
 O vermelho lembra o amor,

Mas também faz lembrar a dor.
E existem várias flores,
Desta cor.

O verde lembra a esperança
E o brilho da erva.
O azul faz lembrar o mar
Para onde quer que nos leva.

O amarelo lembra o Sol brilhante
E as pessoas elegantes.
O rosa lembra a cor,
Mas também a flor.

Existem várias cores
Todas com a sua característica,
Aprenda o seu significado
E seja mais ambientalista. rever
(¯`v´¯)
`·.¸.·´
/▌\ BOM DIA!  <3 









O garoto andava
Pela rua agitada
Seguia tranquilo
A caminho da escola...
Manha de sol
Brisa suave
Muda de rumo
Na beira do mar
Resolve ficar...
Num mar azul assim
Chinelo na mão
Mochila no canto
Anda tranquilo
Na areia sem fim...
Agua de coco
Bem geladinha
Empolgado acenou
Para o sufista que avistou
Sorriu gritou...












Hoje despertei criança



 Fiz loucuras pra valer
 Pedir até pro coração
Pra ir além da imaginação
Peguei carona em duendes
Invadir florestas
Na magia do tempo
Ter asas poder voar
Ser toda criança brincar...
Criei historinha
Sentei na grama
Reunir um monte
De crianças carentes
Ri atoa
Vi em cada olhar
O quanto estão contentes...
No arco-íris peguei pirulitos
Me  lambuzei
Gritei bem alto
Vem comigo brincar
E no fim da tarde
Voltei pra casa
Coisa boa é ser criança
É poder viajar
Nas asas da esperança...












É pureza

É livre é faceiro
Inquieto desejo
Se preso algemado
É corrente é medo...

É livre galopante
Em plena liberdade
Nas montanhas um selvagem
Na prisão uma miragem...

Cavalo garboso
É negro é veludo
Indomado ondulante
Sopro de vento ventania
É livre galopante...

Fogoso animal
Loucura dengosa
Na chama do ego
É livre é mistério
É cavalo profano
É beleza é encanto...






Vem comigo...

Pular corda
Ir ao parque
Ri gostoso
Sentar na grama
Contar piada
Fazer até palhaçada...
Vem comigo...
Comer pipoca
Doce
Caramelada
Tomar sorvete
Fazer bagunça
Virar criança...
Gritar sem medo
Subir em árvores
Soltar pipa
Colorir a vida...
Vem comigo!
Distribuir alegria
Ouvir o canto
De um bem te vi
E até uma cotovia...
Vem comigo
Brincar de roda
Ser ciranda
Ser eu
Ser você
Ser toda criançada...
Escrito por :   





Hoje só quero...

Andar na praça
Comer pipoca
Ganhar beijinhos
Cheinhos de carinhos...

Sair de mãos dadas
Ri fazer piada
Ganhar aquele olhar
Ficar encabulada...

Sentar num banco qualquer
Comer algodão doce
Se lambuzar
Ri e se amar...

Abraçadinho olhar a lua
Ouvir bem baixinho
Aquela jura de amor
Derretendo de carinho...

E num sussurro gostoso
Dizer tudo que quer
Faz-me sentir menina
Com desejos de mulher...

 Hoje só quero um abraço dengoso
Que toque meu corpo
Penetre minha alma
Que me deixe toda calma...









DELICIAS

Recolhi floquinhos de nuvens
Fiz montes de algodão doce
Para dar um belo colorido
Roubei do arco íris
Suas lindas cores
Retirei belos sabores
Delicias de caramelos
Chocolates
Tutti frut.
Usei tantas frutas
Que no meio encantei-me
O aroma que delicia!
A vontade é devorar
Ficar quietinha
Para ninguém atrapalhar...





Hoje virei menina
Fiz pipoca sentei no chão
Com os carinhos dessa sapeca
Virei criança fui moleca...

Momento assim fascina
A gente deixa de ser grande
Entra no mundo da fantasia
Ri atoa tudo vira alegria...

Essa gatinha me deixa assim
Com esse jeitinho travesso
É sapeca é inocente
Derreto-me toda fico pelo avesso...

Essa gatinha é Nana ou Giovanna
Minha princesa encantada
Tu és meu jardim florido
Minha estrela adorada.









GAIVOTAS VADIAS

Gritam ali
Bicam aqui
Migalhas de pão
Fiapos de peixe
Encontram um banquete
Brigam
Estranham-se
Uma se ajeira
Dá uns pulinhos
Entra na água
Mete a cabeça
Pesca um peixinho
Mexe-se
Sacode o bichinho
Engole todinho..







A folia

No meu jardim de inverno
Esvoaçam pétalas de flores
Sopra a brisa rasteira
encanta com suas cores...

Canta um bem ti vi faceiro
Que mora em meu canteiro
Esse lindo passarinho
Num parreral fez seu ninho...

Vorazes lagartas
Passeiam por entre as rosas
Vadiando e devorando
Minhas flores formosas...

Aqui da janela observo
A folia da passarada
Num esbanjar de vozes
Cantam com emoção
Ai meu pobre coração...





´   
Fantasia

Já me senti um anjo
Com meiguice de criança
Já fui pássaro
Criei asas e voei
Fui até sereia
E nesse mar te encantei
Fui tempestade
Explodi
Fui chuva
Só para te molhar
Fui sombra
A te proteger do sol
Fui tanta coisa
Agora sou a serenidade
De uma noite calma
Sonhos flutuantes
Dormir serena
Acordar na hora certa
Kkkk coisa boba
Apenas fantasia de poeta...










Voei nos raios da lua

Virei criança brinquei
Fui até o céu
Roubei estrelas
Fiz rimas me encantei...

Pisei nas nuvens
Fiz furinhos
Derramei floquinhos de algodão
Vivi a mais linda emoção...

Rimei versos
Criei música dancei
Mas foi no sol
Que rodopiei...

Passei nos planetas vibrei
Encontrei a lua
Virei cometa
No meio da explosão
Deparei-me imensidão...

Ser criança tem seu encanto
A gente vive no mundo da fantasia
Brinca de ir ao céu
Escorrega nas nuvens e faz poesia...










RESGATEI

Algumas estrelinhas
Para acender
À noite
E te enviar
Com o brilho do sol.
Um punhado de amor
Para fazer tua noite
A mais linda
E desejada.
Colhi uma flor
Para perfumar
Seu amanhecer
Resgatei toda pureza
Da mais linda amizade.
Juntei tudo
Fiz esse lindo presente
Enviei para você...
e junto  estrelinhas sapecas
caindo das mãos de um anjo
é a pureza encantada
é o sorriso da criança
é o brilho da esperança
a certeza que a noite
logo trará outro dia
e com ele vem a poesia...

BOA NOITE!




                                               




 
Salpiquei a noite   -
De estrelas douradas
No amanhecer
Vou colher flores
Perfumar meu dia
No mundo dos sonhos
Ser fada
Ser o riso riso
Ser pássaro...  


/▌\ BOA NOITE!  <3  



















  















































poems 2015



BORBOLETAS
Ah! Se pudesse ser uma borboleta
Tiraria de te toda beleza
E no teu mundo encantado
Esbanjaria toda ousadia...
Ah! Como és bela e livre
Flutuam de todas as cores
É vermelha pura paixão
Amarela com sua sutileza
Encanta poetas encanta criança
São tantas cores vivas
Embelezam a natureza
Voam de flor em flor
Sugam seu néctar
Como eu sugaria sem medo
A boca mais bela num beijo
Onde se esconde borboleta?
Já desfolhei margaridas
Rosas e miosótis
Cruzei o jardim
Trilhei caminhos
E não te encontrei... BLOG



ÀS VEZES

Sozinha em meu quarto – me pergunto
Se isso  acontece apenas comigo
Essa chatice de ser adulto- fazer tudo certo
Onde seguir regras é o correto...

 Quando na verdade sentimos vontade
De voltar a ser criança
Sair correndo pelos campos
Esquecer esse mundo de maldade...

Às vezes  me vejo voltando ao passado
Quando na fazenda brincava com animais
Gato, papagaio, galinhas ciscando.
Cachorro chegando apressado...

 Adorava   brincar de casinha
Fazer bolinhas de sabão
Brincar de esconde,  esconde
Jogar pião, pular amarelinha...

Nas viagens da minha imaginação
Eu subia ao céu – colhia estrelas
Ai que saudade da minha infância
Adultos só fazem confusão...

Muitos só trazem maldade no coração
Fazer o que? – o tempo passou
Mas serei uma eterna criança
Onde essa vida adulta nunca tira a esperança...

Irá Rodrigues
DIRETORA INTERNACIONAL DA DIVISÃO DE LITERATURA INFANTO-JUVENIL



O beija flor

Chega sempre com hora marcada
Vem chegando esfuziante
Já encontra a porta aberta
Entra diz bom dia faz a sua  festa ...
Bem cedinho chega atrevido
Invade sem pedir licença
Espalhando aos quatro cantos
O seu radiante encanto...

Irá Rodrigues BLOG RECAN
O bem ti vi
 Pousou na laranjeira lá do quintal
Abria o bico e cantava  bem alto
Eu sou um poeta dos passarinhos
Vejam meu verso vou recitar...
Meu amigo não me prenda numa gaiola
Nem corte as minhas asinhas
Sou um poeta dos cantos livre a voar
Vejam como é lindo o meu cantar... blog

Fiapo, visivelmente apressado  não demorou mais de dez minutos para se aprontar.
Parecia com pressa para chegar a algum lugar e, rodando sobre os pés saiu quase a correr. Passou pela cozinha e pegando um pedaço de pão, olhou a velha cozinheira e indagou:
- Bartira você já viu um ovo de jacaré?
Ora, ora! – resmungou a velha, conheço tão bem assim como sei que está aprontando alguma travessura.
Fiapo abriu a capanga que trazia no ombro e mostrou todo animado. Era como exibisse um tesouro.
- menino cuide logo de colocar isso lá na beira do lago antes que a mamãe jacaroa sinta sua falta  e venha buscar...
Fiapo olhou espantado, - como ela vai saber que fui eu que peguei seu ovo?
Ora. Ora! -  ela sente pelo seu cheiro –   Leva isso logo menino  olha o que digo. – ralhou a boa velha
O resto eu deixo você escrever...
Irá Rodrigues VIVENDO

Os dois moleques  Francisco e Frederico sempre apareciam para pegar passarinhos.
Com tantas sementes de capim era fácil pegar curiós. Só não sabiam que os pássaros odiavam  aqueles meninos dois traquinos  do mesmo tamanho, eram perversos pegavam os passarinhos abandonando seus filhotinhos nos ninhos.
Era muita maldade trancar a gente nas gaiolas como presos condenados, nos arrancando da nossa liberdade- diziam os passarinhos voando alto para não serem pegos...
Dizia um curió- Deus nos fez com asas para ser livres e voar, com bico para cantar.
A maldade desses moleques é bem maior se divertem quando os alçapões estão cheios dos pobres curiós se debatendo. Enquanto ficamos aqui sem poder ajudar, gritava um sanhaço...
E assim os dois moleques voltavam  felizes para suas casas sem pensar na maldade que fizeram, na dor dos filhotinhos morrendo sem comida e sem aconchego.
Qual será o final dessa historinha?

Irá Rodrigues CONTINUAR A SDUAS


Um passarinho pousa na janela com olhar maravilhado  –canta
Ajeita-se impaciente dá pulinhos sacode as penas.
Estica o pescoço olha guloso, ser mexe grita olha bem ali á sua frente  frutas amarelinhas com certeza suculentas, boas de dar uma bicada- pensa o passarinho.
Assustado olha de lado, olha do outro  bica e se delicia, nem sabe se continua bicando ou foge assustado.
Engole sua ansiedade e se sacia das frutinhas amarelinhas.
E voa satisfeito para mais tarde retornar ao encontro daquele banquete.

Será que ele vai volta?  - conto depois... tem card



LAGARTAS

São como flores
Surgem de todas as cores
Umas pequenas divertidas
Outras grandes e atrevidas...

Cada cor teu seu encanto
Logo entram em seus casulos
E lindas borboletas
Exibem suas  belezas...

Abrem asas flutuam
Criam cenários no jardim
Amarelas gostam de rosas
As brancas querem o jasmim...

As verdinhas que singelas
Azuis parecem anjinhos
Que bailam vindas do céu
Em busca de mais carinhos...

E assim são as borboletas
Cada uma sua cor
Juntas formam um arco íris
Com perfumes de flor...

Irá Rodrigues f blog
CRIANÇA

A pureza descrita nesse anjo abençoado
Criança inocente dependente
Deus enviou aqui na terra
Para ser acolhida e ser amada...

Sem injustiça sem preconceito
Acolhida pela mãe amada
Seja ela que deu a luz ou não
Criança merece respeito...


Irá Rodrigues vivendo


Voei nas asas do vento
Sobrevoei florestas
Tapetes de flores amarelas
Raios de sol
Borboletas singelas...
Sombras frondosas
Frescor da manhã
A cor da terra
Esse cheiro que entranha...
Lago azulado
Acrobacia de peixes
As cores do arco-íris
Penetrando no lago
Um verdadeiro deleite...
Som de cachoeiras
Explosão das matas
Aves e aves voando
Plumagem perfeita
Perco-me nesse encanto
É poesia é canto...

Tarde caindo
Orla marítima
Deslumbramento sem fim
Suave brisa marinha
Vem penetra em mim...



Dia raiando
Chegada de sufistas
Burburinho de gaivotas
O sussurrar dos coqueiros
Finalmente o sol
Brilha dorminhoco
Surge por trás das ondas
De esse amar que encanta...



Respeito

Não se compra na feira
Não se encomenda no mercado
Nem tão pouco se esquece por ai
Ser gentil é ser educado...

E ai vem aqui e me diz
Que ato você fez hoje?
Disse bom dia agradeceu
Ou simplesmente se esqueceu...

Gentileza é um ensinamento
Que vem dos avós dos pais
Ser educado não custa nada
Tenta entender isso nos satisfaz...

Gentileza gera gentileza
Entrelaça sonhos e atos
Faz renascer a sementinha da esperança
Seja adulto, ou seja, criança...

Agradeça sempre
Ajude para ser ajudado
Vamos semear a gentileza
É tão significativo ser educado....


Irá Rodrigues VIVENDO E BLOG RECANTO


 Invadir minha infância

Com meiguice e esperança
A vida fica colorida
Como sorriso de criança...
Revivo dentro de mim
Bonecas de pano
Balanço na arvore
Que delicia que encanto...
Vejo  dentro da memoria
O cheirinho de comida
Pimenta cebola
 Um torresmo sequinho
Tudo feito no capricho...
Panela de barro
Fogão a lenha
Cozinha perfeita
Aquela comilança
Mundinho de criança...
Essa vidinha gostosa
Que só no campo se tem
Saudades boas assim
Revivem dentro de mim.

O GATO

Pela rua  perambulava
Olhava a menina
E miava...

A menina
Não gostava do gato
Achava malvado
Em querer pegar o rato...

 O rato
De longe sorria
Cutucava o gato
Depois fugia...

O gato cansado de brigar
Chama o rato
E foram passear...  F RECANTO

Irá Rodrigues
DIRETORA INTERNACIONAL DA DIVISÃO DE LITERATURA INFANTO-JUVENIL




O sabiá- Irá Rodrigues

Saiu do ninho
Foi buscar um lanchinho
Para seu filhotinho...


A aranha de longe olhava
A lagarta se preparar
Para no casulo entrar...

Infeliz da lagarta
Deu mole
No bico do sabiá
Ela foi parar...

O filhotinho abriu o bico
Encheu o papo
Adormeceu...

O sabiá depois que o alimentou
Bateu asas
E voou...

A sinfonia de cigarras soa vibrante
Parece um acorde musical
Daqueles tocados em couro
Uma melodia feita de ouro...
São partituras musicais
São caricias que afaga
Deixa os ouvidos vibrantes
Deliciosos instantes...
Há quem diga não gostar
Dos sonzinhos esvoaçantes
Eu adoro esse cantar
De cigarras cantantes...
Tão bem dispostas elas cantam
Suas notas musicais
Sons e acordes fazem alegria
Para quem delas aprecia...
Sinto uma vontade louca
De subir nas árvores ficar
E com essas cantoras líricas
Minha voz deixar vibrar...
 E quem dera fosse eu afinada como és
Com compasso e sinfonia
Com certeza cantaria
Meus versos e minha poesia...








AS DELÍCIAS DE SER CRIANÇA

Acordar bem antes de o sol surgir
Correr até acabarem as forças
Deitar cansado perder o folego
Rolar na grama saber sorrir...

Comer chocolate sem medo de se lambuzar
Pular corda, amarelinha, esconde, esconde.
Acabam-se as brincadeiras – inventa-se...

Criança nunca envelhece – tem a magia
Fala o que vier a cabeça- pode ser asneira
Ela tem a inocência- viaja na imaginação
Entra  nos desenhos animados- vive essa emoção... RECANTO



DIA INTERNACIONAL DA PAZ


AH!
Se pudesse eu transformar o homem
Implantaria sentidos da paz
Teria o dom de mudar o mundo
Seria a paz seria um tudo...
Ah!
Se eu pudesse acabaria as diferenças
Sem racismo sem loucuras
Seriamos todos os irmãos
Que Deus uniu com perfeição...
Ah!
Se eu pudesse seria apenas  paz...

Se o amor dominasse o mundo
Não existiria ódio entre a humanidade
Não seriamos escravos da humilhação
E sim a paz em comunhão...

Se a paz fosse o símbolo do homem
O mundo não seria de horror
Sem guerra, sem fome só amor.

A vida seria um jardim
O mundo feito de sorrisos
Nossos sonhos realizados
E todos os direitos preservados...

Paz é ser humano consciente
É igualdade sem violência
É juntos plantar a paz
É saber o sentido de amar...

Irá Rodrigues





É PAIXÃO

Uma bela manhã
Enquanto mexe na terra
Corre cuida do belo jardim
Rega rosas colhe jasmim...

Que delicia!
Olhem o que encontra
Uma doce joaninha
Bochechinhas rosadas
Sorriso de menininha...

Olhos doces
Meiga
Linda
Carinhosa
Uma mulher formosa...

O belo moço se encanta
De repente se derrete
É amor não se engane...

Por medo de ela voar
 Cuida rápido de pegá-la
Bem rapidinho
Para o gavião não resgatá-la...

Joaninha menina
Estonteante mulher
A loucura dos seus sonhos
Com ela ele quer ficar...





Campo florido

Girassol exuberante
Florezinhas do campo
Raios de sol passarinho cantante
E esse amarelo vibrante...

Desperta o dia
Sereno caindo
Pingos
Respingos
E assim
Forma-se
Esse jeito de molhar...

Pirilampos esvoaçantes
Vaga-lumes piscando
É luz que brilha
Trenzinho da selva...

É dia que vai
Sorriso se esvai
Tristeza fica
Persegue
Insiste
Deixa-a ficar... RECANTO






Sou criança

Meio impertinente
Um pouco carente
De tudo que vivo
Sou consciente...

 Adulto é bem complicado
Acha que tudo é errado
É muito impaciente
Faz tudo atrapalhado...

Adulto perde a calma
Grita sem ter razão
Nunca querem entender
Nem deixam a criança escolher...

Uma roupa para sair
O sorvete preferido
Tudo tem quer ser
Do jeito que escolher...

Viva a criança
Apenas um dia vai ver
Que criança também tem atitude
E sabe muito bem entender...


Estrelinha
Uma estrelinha sorridente
Tímida como um beija flor
Entrou na minha janela
Deu voltas e voltas
E num voo suave se foi
Volúvel como o rouxinol
Que se exibe no mais lindo canto
Ligeira as aguas de um rio corrente
Passa com pressa não retorna
Faz piruetas no céu
Olha o por do sol
E num circulo ousado
Entra nas nuvens de maio
Leva embora seu sorriso
Enquanto o sol todo contente
Continua brilhando...






A menina magrela
Esqueceu-se de fechar a janela
Veio à brisa vadiando
Levava tudo
Que ia achando
E a menina magrela
Com sua blusa amarela
Saiu pulando
Foi fechar a janela...

Era uma vez

Uma cidade encantada
Bem no meio da floresta
Onde só a criançada
Poderia morar nela...

Tinha ruas engraçadas
Todas com nome de bichos
Rua do carneiro
Tocando pandeiro..

Borboletas de cores amarelas
A formiga e a cigarra
O grilo cantor
E o rato batendo tambor...

Tinha criança correndo feliz
Brincando na rua
Fazendo estripulia
Tinha gato miando
No telhado olhando a lua,,,



O baile

Chega o calango elegante
No seu traje domingueiro
Assim que a musica tocou
Ele logo se animou...

Senhora dona lagartixa
Vamos dançar uma valsa
Juro em seu pé não pisar
Vamos lá rodopiar...
Era uma vez numa estrada
Andava uma velha desdentada
Usava uma bengala quebrada
Na cintura uma saia amarrada...

A criançada gritava desesperada
Vem ai a velha malvada
Vamos correr criançada
Ela pega menina desamparada.

A velha criava gato cachorro e galinha
Morava  numa casa assombrada
Bem no meio da floresta      terminar



Sinal fechado...
Humilde pede um trocado
Sempre não
Vidro fechado
Olhar desconfiado...
Menino vadio
Sem casa
Sem comida
Dorme no chão
No meio da multidão...
Tanta gente
Ninguém lhe estende a mão
Nem um trocado
Nem um pão...
Seu nome é José
Mas pivete é chamado
Vive perambulando tapeando a fome
Com restos de lixo
Imagina se deliciando
Com pastel coca cola
Sanduiche de mortadela
Bolo de chocolate
Até hambúrguer
Ele finge que é...
E assim vive pivete
Sua realidade
Fuga
Necessidade
Incompreensão
Só quero um pedaço de pão...
Menino sem culpa
Sem oportunidade
Solidão
Marginalização
Grito na noite
Só acusação...
Sociedade
Hipocrisia
Vergonha
É minha nação
Sou apenas um garoto
Sem uma proteção...

Irá Rodrigues - cheirodepoesia@gmail.com    recanto BLOG pagina









E o dia nasce

Todo sorridente
Em meio ao roseiral
Bandos de bem te vi
Cantam  para mim...

Mais que contente
Gritam com alegria
Macaquinhos
Saltam
Pulam...

 Esquecida no jardim
Borboletas
Pirilampos
E até sapinhos...

Luzes de vagalumes
Lançam-se ao mar
Ao longe parecem barquinhos
Perdidos
Navegando
Sem rumo
Perde o prumo... REACNTO BLOG


Amor assim
Feito carinho de passarinho
Que nem precisa tanto assim
É só encher de carinho...

É tanto carinho no ninho
São galhinhos secos
Asinhas entrelaçadas
Criaturinhas ousadas...

De bicos  compridos
Perninhas alongadas
Parecem bailarinas
Essas doces meninas...

De Irá Rodrigues.. pagina vivendo





Adoro...

Esse mundo criança
Que ri
Que encanta
Musica alta...
Dar gargalhada
Tarde feliz
Andar de bicicleta
Correr no parque
O primeiro beijinho
Um abraço envergonhado
Sentar na praça
Comer pizza  portuguesa
Sorvete de caramelo
Calda de chocolate
Brigadeiro
Voltar para casa
Escrever poesia
Comer pipoca
Pular corda
Visitar o MSN
Deixar mensagens
Dormir
Sonhar
Acordar
E tudo recomeçar... BLOG

LAGARTIXAS


Esses répteis preguiçosos
Engraçados rastejantes
Corte o rabinho deles
E voltam a crescer de novo
Sabia que nascem do ovo?

Ou bichinhos insistentes
Metidos a equilibristas
Sobem na parede de ponta cabeça
Gruda, gruda que só eles...


Irá Rodrigues  pagina


O peru

Convocou toda a bicharada
Patos, o galo e as galinhas.
Para a festança no galinheiro
Do seu casamento com a perua
Vieram até os gatos com seus trombones
Cachorros com tamborins
As galinhas d’angolas com suas flautas
Cantavam tô fraca, tô fraca
Nada faziam dizendo-se cansadas...
Por fim começa a festança
Sambas valsa e bolero e todos animados
No grande terreiro rodopiavam
Enquanto os pássaros cantavam...
A comilança era farta- tinha de tudo
Bodes e cabras, carneiros e ovelhas.
Cuidavam do rico banquete
Mas um tinha que reclamar
O pavão com seu penacho colorido
Dizia não comer nada aquilo
Desfilando  todo exibido...
 

Irá Rodrigues PAGINA e vivendo



Lamento de um patinho

Sol forte, tarde clara e sai o patinho para se refrescar nas águas do rio, naquela imensidão transparente o patinho entrou todo contente nadou, nadou nem percebia que nuvens pesadas chegariam ao entardecer. E o céu escureceu, uma  chuva forte engoliu a tarde e não parou durante a noite inteira. O vento forte coçava o rio, trazendo cheiro de mato e sabor de medo. Era um diluvio, o rio engrossava a correnteza ficava forte, o patinho tremia de medo, era jogado de um lado a outro parecia peteca nos braços da correnteza.
Enquanto era levado rio abaixo chorava e soluçava.
- Como vou voltar para junto da minha mãezinha? Eu quero minha casinha quente...
Os peixes em cardume passavam apressados, o patinho gritava, mas eles não ouviam e mais e mais a correnteza o levava para longe, de cansado adormeceu deixando ser levado pela forte correnteza. Uma rajada de vento agitou a água e o empurrou o patinho para a margem do rio, desanimado sem forças  olhou aquele lugar desconhecido, só restava andar, andar quem sabe encontrasse um passarinho que pudesse lhe guiar até sua casa. Mas em que direção estava sua casa? E o patinho começou a chorar...
Será que o patinho vai reencontrar sua família? pagina

Anita
 Quando na rua passava
De longe já se avistava
O seu jeito extravagante
Com sua bolsa brilhante...
E os brincos amarelos
Parecia girassol
De tão grandes que eram
Confundia-se com o sol...
Anita usava tantos balangandãs
Mais parecia uma vitrine
Com tantos enfeites
De cores extravagantes...
E lá vem Anita – gritava a garotada
Sapato alto vermelho e a bolsa rosa
Batom cor de fogo sombra esverdeada
E seguia Anita toda animada...
Anita era mesmo uma figura
Daquelas bem engraçadas... pagina




Sorte
 Menino sem destino
Dia a dia procura a sorte
Não encontra resposta
Só sente o cheiro da morte...

Sua vida é uma busca
Sem sonho sem esperança
Um futuro incerto
Nunca soube o que é ser criança...

E assim segue o menino
Sua jornada continua
Só não sabe aonde chegar
E a sorte poder encontrar...

Ser feliz para o menino é um sonho
Onde ele não pode encontrar
Restando apenas esperar
Talvez a sorte possa estar
Esperando em algum lugar...

Autoria Irá Rodrigues pagina




A corrida

Ouve-se o grito da gaivota
Dando inicio a largada
E partem todo em disparada
Em direção à chegada...

 Vamos! Vamos! Seus molengas
Gritava o sapo  na torcida
Incentivando os atletas
Corram a distancia é comprida...

E saíram apressados
A torcida vibrava
Os atletas se atropelavam
Era uma confusão
Ratos, ratinhos e os ratões.

Com elegantes passadas
A ratinha dondoca
Corria toda apressada
Para espanto de todos
Cruza a linha de chegada...

Viva! Viva! A torcida gritava
A dondoca venceu
O ratão perdeu...

Irá Rodrigues  pagina



Era uma vez um gato
Chamado Zé
Calçava sapatos
Cada cor em um pé...
E assim saia Zé
Subia no telhado
Com os pés calçados
Pior era o cheiro de chulé...
Os ratos corriam
Passarinhos voavam
Não por medo do gato
Mas o cheiro do sapato...









Casamento do jabuti

Convidados de todo canto
A festança bem animada
No parquinho do bosque
Uma mesa estava arrumada...
Estava tudo perfeito
A noiva bem maquiada
O noivo todo contente
Com sua roupa quadriculada...
 E o banquete foi servido
Começou a gritaria
Só tinha folhas e frutas
Terminar




Irá Rodrigues,




 AMELINHA...

Esse ser pequenino
Carinha de anjo
            Tempestade de carinho
Com cheirinho de passarinho...

Quando acorda  sorriso de encantar
E diz bom dia com alegria
Espreguiça sonolenta
É hora de levantar...

No banho aquela folia
Espalha água molha tudo
Fica roxinha de frio desejando ali ficar
É hora do almoço a escola a te esperar...

 Escova bem os dentinhos
Passa perfume veste a farda
Corre, corre  Amelinha
Ou na escola chega atrasada...

Irá Rodrigues PAGINA E VIVENDO








Aqui criança pode  ( autoria Irá Rodrigues )

Pintar e se lambuzar
Tomar sorvete sem reclamar
Comer pipoca quando acordar
Sentar na grama e sonhar...
Pode correr na chuva
Pular corda ler poesia
 Brincar na praça
Ser alegria...
Ir a escola estudar
Voltar correndo
Deitar na sala
Ver um filme
Receber carinho
Até chegar o soninho....
FELIZ DIA DA CRIANÇA!   VIVENDO











Mãos que se dão
Apoiam
Acariciam
Ou esmaga...

Mãos que se entrelaçam
Entrega-se
Amam-se
Mãos que se afagam...

Mãos que sabem segredos
Que dedilha uma canção
Faz da melodia
A mais pura sedução...

Mãos calejadas
Sofridas
Esmagadas
 Mãos desgastadas...

Mãos que se postam
Em orações
Diante de Deus
Que pedem e oram...

Mãos maldosas
Que tira a vida
Que arranca da mãe
Sua filha acolhida...

Mãos unidas
Que lutam
Embalam
Verdadeiras feridas...











Pobre animal
No meio do transito vai ele passando
Triste cabisbaixo
Carroça pesada
E ainda vai ele levando pancada...
 Num trote rasteiro
O corpo velho não aguenta
Ninguém nota a estupidez
Que aquele infeliz enfrenta...
Cansado ele empaca
Nem uma passada a frente
Manso ele vai levando
Muito mais inteligente
Que o homem que sem noção
Chama-lhe de burro demente...
Esse pobre animal
Pode até não ter pensamento
Mas é nobre em sentimento
Muito mais do que aquele
Que lhe chama de jumento...  BLOG

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Uma bela manhã

Enquanto mexe na terra
Corre cuida do belo jardim
Rega rosas colhe jasmim...

Que delicia!
Olhem o que encontra
Uma doce joaninha
Bochechinhas rosadas
Sorriso de menininha...

Olhos doces
Meiga
Linda
Carinhosa
Uma menina formosa...

O belo moço se encanta
De repente quer se encontrar
É amor não se engane
Os dois vai se casar...

Por medo de ela voar
 Cuida rápido de pegá-la
Bem rapidinho
Para o gavião não resgatá-la... RECANTO blog





Sonhar...

Em dias chuvosos
Saio de cena crio fantasia
Nas delicias da mente sou criança
Faço magica crio canção
Rindo atoa rolo no chão...
Nem importa a vida adulta
Deixo meu sonho vagar
Invento historia faço poesia
No meu jeito de criar...
Pássaros voam no telhado
Ratos brincam de pega, pega.
Até curto um grilo cantor
E mosquitos sendo ator...
Posso sorri e chorar
Acreditar em papai Noel
Ser eu ser criança
Delirar
Sonhar
Tem coisa melhor
Que ser criança
Que nunca perde a esperança...

Irá Rodrigues

Jú e Aninha

Duas crianças levadas
Acordam bem antes do dia
Correm nunca perdem as forças
Rolam pelo chão gritam fazem estripulia...

 Criança sadia é mesmo assim
 Parecem que nunca perde o folego
Sobem em árvores pula- parecem macaquinhos
Traz sempre um sorriso no rosto...

Fase rápida que logo passa
Criança fala o que vem a cabeça
Tudo é motivo para brincadeira
Atrapalha-se ela te pirraça...

Ou fase gostosa de viver
Um dia desperta disso tudo fica a saudade
Hora de resgatar a essência da criança
De momentos lindos que ficou na lembrança...
SAUDADE!  RECANTO



A NATUREZA

Uma linda festa preparou
Com flores, borboletas e arco-íris,
Nem faltaram os passarinhos
Nos galhos fazendo seus ninhos...

As abelhas  sapecas
Cuidaram de trabalhar
Com tantas flores perfumadas
Mel não iria faltar... recanto





Na sala de aula


A professora vai explicar
Para sua turminha entender
Os segredos da matemática
Como é fácil aprender...

Vamos lá todos atentos
Peguem lápis e papel
Primeiro vamos somar
Depois é só multiplicar...

E depois que aprender
Vamos lá subtrai
É só prestar atenção
A seguir vamos dividir...

Matemática se aprende brincando
Pega palitinhos coloridos
Em fileiras vai arrumando
Depois é só ir contando...



A NATUREZA

Uma linda festa preparou
Com flores, borboletas e arco-íris,
Nem faltaram os passarinhos
Nos galhos fazendo seus ninhos...

As abelhas  sapecas
Cuidaram de trabalhar
Com tantas flores perfumadas
Mel não iria faltar...

A INFANCIA

A melhor fase da vida- jamais esquecida
Não existe o ontem nem o amanhã
O que vale é o agora- se esquece das horas
Aproveita-se tudo antes que o sol vá embora...

Na infância só se vive a alegria- nada de nostalgia
Problema se risca da agenda- vive-se a magia
Ser criança é mesmo uma folia
É viver a noite como se fosse dia...


A primavera

Lá no alto da serra – flores desabrocham
Eram crianças sorridentes semeando com amor
Os passarinhos plantavam rosas 
As borboletas flores do campo
Até as abelhas resolveram ajudar
Assim teriam mel para trabalhar...







Luizinho
 Era uma criança sapeca
Acordava corria para o jardim
Dizia-se ser jardineiro
Entre as flores ficava o dia inteiro...
Com seu regador uma pá e um ancinho
Ele  se misturava nas flores amarelas
E ficava com essa carinha de sapeca...
Luizinho é uma criança feliz
As horas iam passando ele nas flores brincava
Sua mãe sempre chamava
Mas Luizinho chorava e dali não se afastava...

Irá Rodrigues VIVENDO E BLOG RECANTO

AS DUAS LIXEIRINHAS

Saíram para passear
E num belo jardim
Resolveram ficar...

Era primavera
E flores foram colher
O nome dela era margarida
Uma linda lixeirinha florida...

Ele era o jasmim
Enquanto durasse a primavera
Os dois resolveram ficar
Morando naquele jardim...

Irá Rodrigues pagina BLOG RECANTO VIVENDO









Historinhas contadas pelo vovô



Quem não gosta de historinhas
Aquelas bem misteriosas
Que mexe a nossa imaginação
Até mesmo de assombração...

E o reino da fantasia
Verdade ou lendas
Que o povo criou
E a criança acreditou...

Qual criança não gosta
De canção de ninar
Boi, boi da cara preta.
E o sono logo vai chegar...

E as fantasias da natureza
Coelhinhos serelepes
As corujas piadeiras
E o macaco com sua esperteza...

E tem o caipora aparece como menino
Moleque peludo e travesso
Defensor dos animais
Ele é mesmo muito sagaz...

O curupira homem baixinho
Cara chata cabelos vermelhos
Tem os pés ao contrario
Esse protege as árvores
Lá da floresta Amazônica...

E o Saci Pererê negrinho de uma perna só
Não tira o cachimbo da boca
Moleque arteiro e bagunceiro
Ele é mesmo muito travesso... PAGINA E RECANTO BLOG










Criança do tempo da vovó

 Adorava as historinhas do faz de conta
As bruxas que voavam no telhado
Montadas em suas vassouras
Tinha até o gato preto atrapalhado...

O saci e a  mula sem cabeça
Enquanto ouvia o medo aumentava
Mas qual criança não gostava
Das historinhas que a vovó contava... RECANTO BLOG











O dia acorda

A primavera desperta trazendo suas flores
Manda que o sol abra suas janelas
Irradie seu brilho assanhe os pássaros
Faça a festa num arco íris de cores... BLOG


ENCANTOS DO JARDIM...

Borboletas voam, voam.
Com tanto colorido
Azul, amarela, vermelho.
Misturam-se em cores
Num emaranhado de flores...


E na colina elas trabalham
Colhem  néctar fazem o mel
As abelhinhas faceiras
Meninas trabalhadeiras...

 A cigarra só sabe cantar
Nem pensam em trabalhar
Melhor ficar a cantar e a cantar
Até o inverno chegar...

O grilo se mete a cantor
Nas noites chegam  gritando
Ou bichinho miudinho
Que faz um barulho danado...

Os gafanhotos esses que dó
Nada fazem só sabem estragar
Entram-se numa plantação
Nada ali vai sobrar...

Vaga lumes esses sim
Em noites escuras
Aparecem piscando
São estrelinhas
Que chegam encantando...

Num canto uma minhoquinha
Espera regar a plantinha
Na terra ela quer entrar
Morre de frio a coitadinha...          BLOG E RECANTO        









belina




Belina...
Uma tartaruga metida que vivia debochando de todos os outros que moravam na sua região um quintal arborizado onde morava com seus irmãos, amigos e seus pais. Só tinha uma diferença a Belina sempre foi metida e se achava a mais linda e poderosa entre todos ali...
Certo dia chega ao cercado um macho todo empolgado e logo Belina fica interessada pelo garboso visitante e querendo puxar conversa pergunta:
-O que traz ai nessa mala enorme?
O garboso moço com ar sisudo vira-se para Belina:
-Para que quer saber? Se nem ao menos sei quem é você.
Belina furiosa virou-se e foi se aquietar num canto bem longe de onde o moço estava.
Balançando a cabeça cascuda ela diz: se não quer mostrar com certeza é estrume de vaca que pegou no curral. Coisa boa não deve ser...
Vá se danar não te devo satisfação sua metida a besta, fedida e nojenta.
Você só sabe debochar dos outros sempre tratando mal aos outros, que interesse é esse agora?
Ao falar assim Belina empinou a cabeça de curiosidade e se mostrando dócil deu uma bela corrida parando ao lado do moço garboso...
Soltando uma bela gargalhada o moço se afasta dela deu uma cambalhota e diz desdenhando:
- Você quando jovem esnobou de todos a sua volta até de mim, agora que está velha cascuda e rejeitada fica querendo garrar um idiota, comigo não sua metida eu tenho minha companheira e você fique ai abandonada sem ninguém para te esquentar no inverno...
Furiosa Belina tenta outra investida e fingindo grita:
Ai, ai, ai, acho que machuquei minha perninha. E quando o moço se aproxima para tentar ajudar ela se agarra a ele e taca-lhe um beijo na boca deixando-o tonto e sem folego...
Ali renascia o mais doce caso de amor vivido na adolescência entre duas tartarugas uma metida e o outro humilde e garboso.
Moral da história- hoje aprendi uma grande lição:
Melhor tentar entender a vida do outro que criticar e se arrepender...

poeminhas infantil



Um gato...

Que adorava sapatos
Calçava
Andava
E se achava...

Escalava telhado
No meio da chuva
Voltava molhado
Tremia de frio
Todo arrepiado...

Na cama deitava
Adormecia
E logo acordava
E miava
Procurando um sapato
E nele se enfiava..

Sapo e a piaba
A piaba meio cansada
Pega carona no sapo
E juntos descem o rio...
A piaba inquieta
Agarra daqui
Escorrega dali
Enfim se aquieta...
Uma ventania
Agita a água
E o sapo grita
Segura piaba
Não se agita...
A piaba toda afobada
Escorrega e é arrastada
Lá se vai à correnteza
A piaba e sua esperteza...





O golfinho

Sobe nas ondas
Faz cara feia
Olha aqui pessoal
Não joga lixo no mar
Isso pode nos matar...

Tanta ignorância
Amanhã não pode pescar
Nem seu filho nadar
Os peixinhos nem podem respirar...

 Vem aqui
Só quero conversar
Mas ninguém quer escutar
Parem com essa poluição
O mar não é lixão...

Amanhã
 Essa beleza pouco vai restar
Continua jogando lixo
A natureza se revolta
Ou o mar vai acabar...

Pensa nisso!
A quem vai se queixar
Se amanha nada disso restar
Será que Deus vai te escutar
depois das maldades que causar...



O GAFANHOTO

Leva nas asas
Um lápis gigante
Bem colorido
Tem as cores de um arco íris
Acha-se professor assim ele diz...

De pernas longas
Salta ligeiro
Faz-se galante
Ele é mesmo matreiro...

O gafanhoto só come folhas
Encontra uma   horta
De folhas tenras
Logo ele devora...

E assim é o gafanhoto
Um nobre vegetariano
Professor de matemática
Saltitante arteiro
Gafanhoto matreiro....

O PERIGO MORA EM CASA


Quantas crianças caladas
Com medo de gritar
Se fechando em silencio
Só lhes resta chorar...

Os dias passam sofridos
Muitos perderam o riso
A violência propaga
Essa dor que não apaga...

Espancados castigados
No corpo cicatrizes
Um sonho de criança
Perdendo a esperança...

O maior perigo hoje em dia
Está dentro do próprio lar
Crianças castigadas
Muitas mortas estranguladas...

Quem matou? – advinha
O pai a mãe ou o padrasto
A maldade impiedosa
Dessa gente criminosa...



DESIGUALDADE SOCIAL
Essa doença se chama
Falta de consciência
Caráter sem razão
De crianças vivendo sem compaixão...
Faça uma listagem e se assuste
Prostituição infantil
Exploração de menores
Drogas dominando tudo
Crianças perdidas no mundo...
A falta de amor de proteção
Abandonadas nas ruas
Filhos indesejados
Essa é a nossa nação...
Criança não é lixo não!
Cuidem com proteção
Ela precisa de lar
Precisa de educação...
Criança é gente
Ela passa fome passa frio
Ela quer apenas um pão
Não finge ser cego não!
Que país é esse meu Deus
Os políticos paralíticos
Só sabem levar vantagens
E as crianças?
Essas vivem em desvantagens...









Mariazinha e as nuvens


Toda tarde quando voltava da escola
Mariazinha deitava e olhava o céu
Via as nuvens e ficava encantada
Uma corria a outra sentada...
Mariazinha falava com elas
Se um dia eu fosse uma nuvem
Ensinariam a cantar
E com elas ria dançar...
As nuvens eram mesmo crianças
Nunca ficam paradas num só lugar
Aonde vão com tanta pressa?
Será um baile e vão dançar...

As nuvenzinhas também choram
Enquanto as mamães passeiam
Fazem furinhos  nas nuvens grandes
E chuvas derramam...
E se a chuva passar
Mandam logo o arco-íris
E nele ficam brincando
Umas caem outras escorregando





SER CRIANÇA


É ser a pureza das  flores
É ser livre como um arco íris
Que esbanja suas cores...

É ter a pureza das estrelas
É correr saltitar
É ter o brilho no olhar
É nunca deixar de sonhar...

Ser criança
É pintar o mundo
Colorir o brilho do olhar
É não perder a inocência
É ser e saber amar...

Ser criança
É ser respeitada -amada
É ser a pureza do amanhecer
É viver a esperança
Da alma de criança...

Irá Rodrigues


No reino da magia

Walt Disney
E até cinderela
Mundo em cores
Pintado de aquarela...

Montanha russa
Carrossel
Show de fogos
Em frente ao castelo
Luzes piscam no céu...

Um filme em 3D
Mickey
Com suas trapalhadas
Tom e Jerry
Dando gargalhadas...

E assim foi minha tarde
Vendo filme com a meninada
Até o homem máscara
Apareceu
Fazendo palhaçada...

Imagine

Como a vida seria
Sem tecnologia
Assistindo o tempo passar...

Imagine
Escrevendo rabiscos
Sem cobrar a escrita
Os sentimentos retidos
De tempos perdidos...

Tudo
Viraria fumaça
A poesia lida na praça
Os livros viajando
Por esse mundão afora...


Era uma tarde ensolarada

No galho de uma  mangueira
Uma lagartixa com cara de dor
Gemia, gemia era um horror...


Ninguém entendia...
De todo canto surgia insetos
Um gargalhava
O outro gritava contente
Corram, corram minha gente...

A lagarta peluda
Atreveu-se foi na frente
Podemos saber o que aconteceu?

Vejo que se torce e geme...
E responde a mal humorada
Comi uma mosca exibida
Fiquei com dor de barriga...

Coitada da mosquinha
Gritou um grilo atrevido
E zombava da lagartixa
Geme baixinho dói meu ouvido...

Bem feito dona lagartixa
Dizia a borboleta
Eu assim meiga e delicada
Corro o risco de ser devorada...

A lagartixa se contorcia
Era uma grande agonia
Começou a soluçar
Deu um arroto tão grande
A mosquinha caiu lá...


LANCHE DA GAROTADA

E a turma fica animada
Tem suco e tem rabanada
 Queijo com goiabada
E tem banana caramelada...

À tardinha a turma cansada
Chega à noite toda apressada
É tempo de invernada
Melhor ficar bem agasalhada...

A caminha a esperar
E o sono nada de chegar
A chuva no telhado a dançar
A meninada só quer conversas..,

Ainda é madrugada
A garotada toda acordada
E a chuva que não faz uma parada
Deixando a rua encharcada...

E o dia acorda
Lá fora é só chuvarada
Melhor para a garotada
É fazer palavra cruzada
Ou escrever poesia rimada...



Ser criança é tudo isso


A semana só estudar
Dormir cedo e descansar
Precisamos aprender
Um dia vamos crescer...

Fim de semana que legal
Gangorra, bicicleta
Andar a cavalo
Correr no mato...

 Ficar na cama
Ninguém queria
Para não perder a hora
De fazer estripulia...

O dia raiava abria a janela
Os passarinhos em euforia
Enquanto na varanda comiam
Era aquela cantoria...

De repente um beija flor
Esvoaçante interrompe
A serenata cantante
De passarinho errante...

 E na maior alegria
Canta bebe água
Bate asas
Some deixando a nostalgia...





Era uma tarde ensolarada

No galho de uma  mangueira
Uma lagartixa com cara de dor
Gemia, gemia era um horror...


Ninguém entendia...
De todo canto surgia insetos
Um gargalhava
O outro gritava contente
Corram, corram minha gente...

A lagarta peluda
Atreveu-se foi na frente
Podemos saber o que aconteceu?

Vejo que se torce e geme...
E responde a mal humorada
Comi uma mosca exibida
Fiquei com dor de barriga...

Coitada da mosquinha
Gritou um grilo atrevido
E zombava da lagartixa
Geme baixinho dói meu ouvido...

Bem feito dona lagartixa
Dizia a borboleta
Eu assim meiga e delicada
Corro o risco de ser devorada...

A lagartixa se contorcia
Era uma grande agonia
Começou a soluçar
Deu um arroto tão grande
A mosquinha caiu lá...


LANCHE DA GAROTADA

E a turma fica animada
Tem suco e tem rabanada
 Queijo com goiabada
E tem banana caramelada...

À tardinha a turma cansada
Chega à noite toda apressada
É tempo de invernada
Melhor ficar bem agasalhada...

A caminha a esperar
E o sono nada de chegar
A chuva no telhado a dançar
A meninada só quer conversas..,

Ainda é madrugada
A garotada toda acordada
E a chuva que não faz uma parada
Deixando a rua encharcada...

E o dia acorda
Lá fora é só chuvarada
Melhor para a garotada
É fazer palavra cruzada
Ou escrever poesia rimada...



Ser criança é tudo isso


A semana só estudar
Dormir cedo e descansar
Precisamos aprender
Um dia vamos crescer...

Fim de semana que legal
Gangorra, bicicleta
Andar a cavalo
Correr no mato...

 Ficar na cama
Ninguém queria
Para não perder a hora
De fazer estripulia...

O dia raiava abria a janela
Os passarinhos em euforia
Enquanto na varanda comiam
Era aquela cantoria...

De repente um beija flor
Esvoaçante interrompe
A serenata cantante
De passarinho errante...

 E na maior alegria
Canta bebe água
Bate asas
Some deixando a nostalgia

ESCREVER POESIA PARA CRIANÇA

É sentar no chão e brincar com as frases
Assim como se brinca de bonecas
Pular corda e amarelinha
Fazer rima bem arrumadinho...

É como sentar na praça
Tomar sorvete comer pipoca
Ri do macaco dando cambalhota
Deixar a noite chegar e ir embora,,,





Um curió

Todo belo e assanhado
Esse teu cantar suave
É brilho de liberdade
Feliz tu és por nunca ter sido trancado...

Imagine teus irmãos
Numa gaiola aprisionada
Sem ver a luz do amanhecer
Se cantar é de tristeza
Assim nunca perde a certeza...
De um dia poder fugir
E para bem longe poder ir
Assim seu canto será de alegria
Vibrando com maestria...
Feliz és tu curió
Que livre faz teu ninho
Tem mulher e a sorte
E juntos criam filhotes...
É lindo ver a beleza desse curió
Livre voa entre bandos
Nas árvores podem pousar
Das frutas se alimentam
E juntos podem cantar...
Dormem em bandos onde quiser
Sonhando com a liberdade
Que Deus os concebeu
Esse canto de alvorada
Que desperta na madrugada...








SOU UMA BRUXINHA

Mas uma bruxinha do bem
Aquela que não faz mal a ninguém
Nem feitiço sei fazer
Bem que gostaria de aprender...

 Assim enfeitiçaria os amigos
Com magias de felicidades
Que o amor nunca se perdesse
Nem as verdadeiras amizades...

 Sou bruxinha do bem
Queria mesmo era saber voar
Andar na vassoura é cansativo
Para alcançar as estrelas e poder tocar...


Engraçado que sou uma bruxinha
Que morre de medo de morcego
Que adora o reflexo do mar
Mas não se olha no espelho...

Feia eu sou nem precisa me dizer
Adoro fazer umas maldades
Fingindo que sou criança
E me lambuzar de chocolates...

Sou uma bruxinha do bem
Nunca faço mal a ninguém...



Vivendo criança


É viver entre o sonho e a realidade
Alegra-se com um brinquedo
Um carinho e muito mais
Desejos que satisfaz...

Vivendo criança
É fazer viver sem maldade
É inspirar o amor
Respirando felicidade...

Criança tem a doçura no olhar
A meiguice no falar
Cativa com um sorriso
Traz a inocência no ar...

Criança é esperança
Seja sempre
Essa criança.... f recanto






SABE AQUELAS BIXINHAS

Corajosas devoradoras
Às vezes prudentes
Outras salientes
Atacam todas contentes...

Imagine uma pobre árvore
Devorado pelas amigas
Quer testar passe mel
Depois adeus direto pro céu...

A marcha é perigosa
Parecem soldados atacantes
Sobem  tão alto
São repugnantes...

Não gostam de migalhar
Preferem um bom banquete
Se não acham fazem protesto
As mocinhas não tem nada discreto...

Nem quero imaginar
Em teu corpo passeando
Se tudo que acha na frente
As danadas vão devorando...    



MINHOCA  APRESSADA

Acorda já atrasado
Quer chegar ao lugar marcado
Corre, corre
Perde o trem
Atravessa a rua
Não olha de lado
É atropelado...

Saiu de casa correndo
Nem se viu no espelho
Um pé sandália rasteira
O outro sapato vermelho...

Com toda essa pressa
Levanta sacode a poeira
Engole o choro
Olha de um lado e do outro
E sai na carreira...

CRIANÇADA

Hoje é dia de farra
Fazer brincadeiras
Dar gargalhadas
De dar cambalhotas
Contar historinhas
Fazer palhaçadas
Ser criança...
Hoje é dia
De comer pipoca
Curtir ser criança
Se esparramar no chão
Gritar bem alto
Pular corda
E soltar balão...
Hoje é dia
De colorir o mundo
De pular o muro
Distribuir sorrisos
De ouvir uma musica
Brincar de ciranda...
Hoje é dia
De ir à praia
Catar conchinhas
Tomar sorvete se lambuzar
Fazer castelos
Catar peixinhos
Transformar o dia
Escrever a amais bela poesia...



No cair da tarde

Canto do bem ti vi
Suave se mistura
Ao som do colibri...


Um jardim secreto
Crianças brincam
Borboletas bailam
Flores desabrocham...

Onde fadas e duendes
Cantam com querubins
Ao som de flautas
Fazem serenatas...

Beija- flor pousa no ninho
Alimenta os filhotes e  voam
De flor em flor esvoaçam
Em sussurros encantam...






Um jardim

Bem no  fundo do quintal
Da casa  de Mariquinha
São flores e frutas caindo
E insetos se exibindo...

Uma minhoca folgada
Trabalha na terra
Deixando fofinha
E logo vem o besouro
Para fazer sua casinha...

Pardais fazem a festa
Abelhas aquele zumbido
Borboletas voando
E um tico-tico cantando...

Uma lagartixa ousada
Ri  balançando a calda
Ao ver a cara da gata
De orelha empinada...




Sem sorte


Criança faminta
O olhar exala tristeza
No corpo o desanimo
Acorda pela manhã
Nada tem para comer.
A noite suspira
Deita no chão
A mãe lamenta
Sua dor não mais aguenta.
Chora o pai
Crianças geradas
Que definham
Só pele e osso.
Escancaram a boca
Estremecem a vista
Só lhes resta a morte
Sem destino
Sem mão
Sem sorte
Sem nação...    




Zezinho

Não gostava de estudar
Nem sapato calçava
Passava o dia inteiro
Fingindo ser fazendeiro...

Era só o Sol raiar
E lá andava Zezinho
As suas cabritas levar
Para nas montanhas pastar...

Os dias passavam
E Zezinho nada queria
Só saia de casa
Para cuidar do rebanho
Nem ao menos tomava banho...

Já tinha cheiro de bode
Passava e todos gritavam
Já vai Zezinho fedorento
Cheiro de bode nojento...

Mas um dia já um moço
Resolveu se cuidar
Passou o dia no riacho
Aquele banho tomar...

Cortou cabelo fez barba
Roupa nova colocou
Sapato no pé engraxado
Ficou um moço apanhado...

E a noite foi na festa
Na pracinha da cidade
As moças cochichavam
Outras se beliscavam...

Todas queriam atenção
Daquele belo moço
Elegante e perfumado
queria mesmo como namorado...

E Zezinho ria de todas
Das que sempre lhe maltratava
Agora ele sabia
O que cada uma achava
e não mais se enganava...










o porco

se arrumou colocou perfume
calçou bota  pos chapéu
usou gravata listrada
e camisa bem arrumada...

no curral passou pelo burro
que  riu e relinchou
deichando o porco irritado
vai logo mal educado...

 mas o porco nem ligou
das criticas do invejoso
encontrou a cabrita teimosa
mas nao queria mesmo prosa...


o porco seguiu viagem
estava mesmo apressado
ia ver a namorada
no chiqueiro bem ao lado...

e logo estavam juntinhos
ele todo perfumado
a porquinha enlameada
cherava muito mal...

o porco desiludido
decidiu voltar pra casa
e o burro que o esperava
ria e relinchava... PAGINA



DESEJO

Uma casinha nas montanhas
Chuva fininha som no telhado
Frio que encanta lareira acesa
Cama quentinha e  lençol forrado...

Cozinha grande fogão de lenha
Pão no forno café coado
Queijo ali mesmo fabricado
No fim um gostoso abraço...

No quintal galinhas cantando
Pássaros voando da galho em galho
Cavalos e cabritos pastando
É delicia é encanto...

No curral vacas berrando
Leite tirando balde espumante
Delicioso deleite
Ali mesmo tomando...

Depois correr no pomar
Colher frutas do pé
Laranja, amoras e mangas.
Deitar nas sombras sonhar...

Viver essa criança sapeca
Que vibra  dentro de mim
Gnte grande é só reclama
Ciança é alegria é cheirinho de jasmim...






Garoto sem teto

Sem cama para dormir
Passa fome passa frio
Ver sumir a esperança
Que um dia sonhou ser criança...

Não tem escola para aprender
Tem apenas o sinal para vender
Muitos não querem entender
O que tem  para sobreviver...

A fome começa a corroer
Não tem o que escolher
Pega um pedaço de pão
Ninguém lhe estende a mão...

Garoto sem teto
Sem lar sem futuro...
Que alguém lhe joga no chão...

O dia acaba a noite vem
Sem casa mora na rua
Dorme no frio sem ilusão





Vagando nos poemas

Um casal bem engraçado
Voam daqui
Voam dali
São beijinhos
Carinhos
Vivem juntinhos...

Mas logo bate o ciúme
Estão a se namorar
E nesse ama não ama
Eles vão se casar...

Ele todo pomposo
Metido a galã
Sendo bem namorador
Fisgou logo seu amor...

A menina faz seu charme
Finge não se interessar
Ela toda mimosa
E no poema flutua dengosa...

Não quer fazer alarde
Olham no webcam
Frente a frente admirando
Imaginam se beijando...

Esse casalzinho charmoso
Que enfrentam tempestades
Ou mesmo a fúria do mar
Logo, logo irão se casar...

Amor assim
Feito carinho de passarinho
Que nem precisa tanto assim
É só encher de carinho...

É tanto carinho no ninho
São galhinhos secos
Asinhas entrelaçadas
Criaturinhas ousadas...

De bicos  compridos
Perninhas alongadas
Parecem bailarinas
Essas doces meninas...


O cãozinho de retalhos

Retalhos foram  cortando
Cada quadrado
Sempre brincando
Aos poucos ia se juntando...

No final acabamento
Algodão para enchimento
Assim ficou bem fofinho
Para dormir agarradinho...

Esse eu fiz com carinho
E Heitor logo adotou
É mesmo um cachorrinho
Mas ele grita que é seu cavalinho...

Criança adora brincar
Coisas simples podem encantar
Brincam o dia inteiro
Nem precisa gastar dinheiro...

Muita coisa que vai pro lixão
Pode bem ser reciclado
Corta costura emenda
Use a criatividade
Criança gosta de novidade...


























CRIANÇA NO CAMPO É ASSIM...


A meninada acorda na madrugada
Frutas maduras caindo do pé
Laranja
Tangerina
Acerolas
Ai que delicia
Essa enorme melancia...
Banana
Caqui
Pera
E até abacaxi...
Saem da cama bem antes do sol
Cabelos despenteados
Pijamas não tiram
Sandálias não cansam...
Sobem nas árvores
Sacode e o chão fica amarelo
De mangas suculentas
Parece mais caramelo...
A manhã passa assim na folia
Correm daqui
Correm dali
À tarde numa salada de fruta
Deliciam-se...

Criança no campo é assim...


É  PRIMAVERA..

Um alvoroço sem igual
Curvam-se as flores
Saúdam o Sol
Tudo é vida
Tudo são cores...

Revoam borboletas
De cores suaves
Que sugam
E bailam...

Revestem-se os jardins
De lírios perfumados
Azaleias todas floridas
Acácia as mais preferidas...

Caem em cachos
De árvores frondosas
Nas cores amarelas
Lindas e singelas...

Atraem abelhas
Amigas fiel
Que sugam
Em busca do mel...

E surge o Sol primaveril
Corteja as manhãs
Torna a vida colorida
Feito arco-íris
É a primavera querida.











Um garoto

Por força do destino
Entre os carros andava
Sem identidade sem nome
Com frio e com fome...
Sozinho à noite
Olhava as estrelas e sofria
Pedia ao papai do céu
Uma simples moradia...
Tentando mudar de sorte
Fugindo do frio e da morte
O menino sem nome
Só queria ser um homem...
Quem não se lembra
Daquele menino sem nome
Que muitos chamavam pivete
Mas era um menino carente...
Hoje o menino cresceu e venceu
Das mãos de Deus recebeu
Um presente cobiçado
Dr. Júlio advogado...
O menino sem nome batalhou
Com sacrifício estudou
E um dia se formou...
Ele hoje defende
O direito e respeito
Pela criança de rua
Que só tem o chão e as estrelas
E a mãe como a lua...

Um menino de rua

Não deixa de ser criança
Só não tem o que comer
Com ânsia de esperança
Vai para o sinal vender...

Ninguém entende sua dor
Fecha o vidro do carrão
Não enxerga aquela criança
Só pensa que é ladrão...

As lágrimas rolam
Tenta na fome viver
Não tem como escapar
É tratado feito cão
Ou que só sabe roubar...

Menino
Sem família
Seu pai é o céu
Sua mãe é a lua
Seu destino viver na rua...


UM CASAL DE RAPOSA


Moravam bem perto do curral
Pela manha
Saiam da toca
Com vontade de devorar
As galinhas a passear...

Encontra um galo
Que adorava cantar
Deixando o casal
Sem jeito para atacar...

Mas o galo só queria
Evitar uma briga
Vendo a cara feia
Da falsa amiga...

A raposa com falsidade
Começou a bajular
Elogiava o galo
Só querendo atacar...

E continuava a raposa
Que penas lindas você tem
Essa cor alaranjada
Parece pluma dourada...

O galo desconfiado
Na cerca pulou
A raposa desanimada
Dali se mandou...








SÓ ILUSÃO...
Não sei meu nome
Pai, mãe irmão.
Isso  eu não tenho não
Chamam-me de moleque
Aceito... Reclamo não...
Um dia parei em frente a uma loja
Fiquei imaginando
Vestindo uma roupa um sapato
Ganhando um brinquedo
Até usado servia
Para me fazer companhia...
Mais uma vez fui expulso
Sentei no meio fio
Cansado de ser humilhado
Queria um dia ser valorizado...
Quero tão pouco
Quero um lar
Uma roupa
Um sapato
Um brinquedo velho
E um pouco de amor...
A mim
Só resta a dor...    

TODA MANHÃ

 Um passarinho chegava de mansinho
Na janela da cozinha vinha se alimentar
E José todo animado pedia assim
Passarinho canta para mim...
E sempre que ele aparecia
José sussurrava-passarinho fala comigo
O colibri abria o bico e cantava
Mas José nada escutava...
E todas as manhãs era assim
José acordava cedinho
Fruta e água ele colocava
E o passarinho ele esperava...
E o colibri chega todo esvoaçante
E José pedia- passarinho canta
O colibri cantava, cantava.
Depois voava...
Um dia José resolveu
Se te alimento e não agradece
Comida nem água tu vai ganhar
Assim não será mal agradecido
E quem te pedir vai cantar...
O colibri vinha todas as manhãs
Cantava, cantava
Nem comida nem seu amiguinho
Onde será que estava...
José de longe espiava
Em silencio implorava
Passarinho canta pra mim
Juro não mais te abandonar...
O colibri  entendia
Cantava e José nada escutava
Seu amigo José era surdo
E não podia ouvir quando cantava...











O sapato

Sem cadarço
Queria dançar
Saiu do pé
E foi bailar...

Todo amalucado
O chulé foi espalhando
Quem dançava
Foi ficando
Com o cheiro que exalava...

O sapato nem ligava
No meio do salão
Sua dança continuava
E o sapato rodopiava...

O dono nem se dava
Que só um
No seu pé estava...

E assim o sapato dançava
Até que não aguentava
Num canto ficava...





O menino sem juízo

Sonhava
Viver no paraíso...
Pegava um livro
Lia relia
Nada entendia...
Mas escrevia
Tudo que sentia
E assim
Virava poesia...
Perfumava a dor
Com cheiro de flor..
Dizia que o amor
Era a voz do clamor...
Que o dia
Não passava
Para quem
Nunca sonhava...
Quem não soubesse viver
Não saberia crer
Que Deus
É o nosso viver...
E assim escrevia
O menino sem juízo
Como ele mesmo
Dizia vivia no paraíso...







Quando eu era criança

A vida era diferente
Brincava de pega, pega.
Pula corda amarelinha
Brincava de boneca
Fazia casinha...
Quem não brincou de morto-vivo
As pernas cansavam
De tanto agachar
E depois se levantar...
Brincadeiras de roda
Atirei o pau no gato
Anel meu anel
Era mesmo engraçado...
Ciranda cirandinha
Dança da cadeira
Amava essa brincadeira...
Tinha os versinhos
Quem perde paga prenda
E tantas outras brincadeiras
Era bom fazer besteiras...
Mas uma besteira boa
Que nada prejudicava
Subir em árvores
Chupar fruta no pé
Ou coisa boa ainda é...





SEM ALTERNATIVA...
Quantas crianças festejam
Ganham presentes viajam
Para outras só a  ilusão
Sem mesmo entender a razão...
O que é Dia da Criança?
Se muitas só conhecem a fome
Disposta a  lhe  atacar
Tendo uma  vida sem esperança...
Quantas crianças
Só conhecem a rua
Andam vagando
No mundo da lua...
Sem alternativa
Ou quem olhe por elas
Só lhe resta roubar
Ou nas drogas entrar...blog

http://poetasepoemas2013.blogspot.com.br/









ZECA VERDUREIRO
Sai nas ruas gritando
Saborosa beterraba
Compra logo
Ou acaba...
Quiabo
Repolho
E alho...
Tem feijão
Milho
E pimentão...
A vida de Zeca
Era assim
Plantava
Colhia
Depois vendia... recanto
Irá Rodrigues

Engraçado
Bordei um gato
Num pano quadriculado
Assim que terminei
O gato criou vida
Saiu andando
E miando...
Depois bordei um rato
De pelos arrepiados
O danado escapuliu
E saiu disparado...
Fiquei desanimada
Tudo que bordava
Criava vida
E andava...
Achei melhor
Bordar um espantalho
Amarrei com laços de fita
Costurei todo de retalho...
Mas nada deu certo
Ele saiu pulando
Restou-me
Ficar olhando... 







O CAOZINHO E A BORBOLETA

O cãozinho da Ritinha
Comeu a comida
No jardim foi brincar
Uma ousada borboleta
Em seu focinho foi pousar...
A borboleta atrevida
Fez bailado
Fez cosquinha
Deixando o pobre cãozinho
Achando ser uma pulguinha...
Au au auuuuuuuu
Latia o pobre bichinho
Remexendo sacudindo
Mas nada que fazia
A borboleta fugia...
O melhor então seria
Ser amigos
E a vida assim continua...














UMA FAMÍLIA DE GAMBÁ

Na laranjeira morava
Bem no quintal de casa
Passeiam na pracinha
Uma família inteirinha...

O senhor gambá
Acordava cedinho
Saia na sua caçada
Dona gambá se balançava
Enquanto a filharada brincava...

À noite aquela folia
Todos juntos fazem a festa
Invadem até a cozinha
Se a janela estiver aberta...




UGUINHO O ESQUILO SALTITANTE

...Fingindo-se de humilde.
Com seu jeito serelepe
Pula...
Ajeita-se nos galhos
Salta se exibe
Desce do tronco
Olha os coquinhos
Ora tranquilo
Ora impaciente...
Sobe com graça se senta
Mexe remexe
Pega um deixa cair
Pega outro lambe
Não sabe se saboreia
Ou se foge assustado
Com medo de ser capturado...
Todo metido a moleque
Sobe mais alto ri todo brejeiro
Sacode-se se remexe
E de forma saliente
Adormece satisfeito...


Um jardim

Bem no  fundo do quintal
Da casa  de Mariquinha
São flores e frutas caindo
E insetos se exibindo...

Uma minhoca folgada
Trabalha na terra
Deixando fofinha
E logo vem o besouro
Para fazer sua casinha...

Pardais fazem a festa
Abelhas aquele zumbido
Borboletas voando
E um tico-tico cantando...

Uma lagartixa ousada
Ri  balançando a calda
Ao ver a cara da gata
De orelha empinada...RECANTO



ZEFA

Uma galinha dorminhoca
Dorme e ronca a tarde inteira
E a noite só faz besteira...

E logo o dia amanhece
Ela acorda sai gritando
Sacode a bela peruca
E vai ela ciscando...

Essa galinha assanhada
Desfila pelo galinheiro
Chama atenção do galo
Depois sai no terreiro...

E grita ao mundo inteiro
Eu sou a mais bela galinha
Ai de quem duvidar
Comigo vai se acertar... RECANTO

 
Um esquilo

Todo metido
Acordou se espreguiçou
Escovou os dentes
Um coquinho devorou...

Numa gota de água
A mão lavou
Saltitou, saltitou
Outro esquilo encontrou...

O esquilo é mesmo engraçado
Era o dia despertar
Na palmeira ele subia
Para coquinhos devorar...




Um menino de rua

Não deixa de ser criança
Só não tem o que comer
Com ânsia de esperança
Vai para o sinal vender...

Ninguém entende sua dor
Fecha o vidro do carrão
Não enxerga aquela criança
Só pensa que é ladrão...

As lágrimas rolam
Tenta na fome viver
Não tem como escapar
É tratado feito cão
Ou que só sabe roubar...

Menino
Sem família
Seu pai é o céu
Sua mãe é a lua
Seu destino viver na rua...







ZEZINHO


Menino curioso tudo queria saber
Na sua rua passa um caminhão
Daquele bem velho e  roncando
 Cheio de galinha e porco gritando...



Zezinho curioso  atrás foi andando
Quanto mais  o caminhão se afastava
E ele continuava- e ai tudo começou
Com aquela aventura Zezinho não contava...

Nas ruas  ele seguindo  sem saber a direção
Já estava escurecendo e vem à confusão
Zezinho sai correndo sem  saber aonde vai
E nas  estradas desertas lá se foi o caminhão...


A noite engoliu o dia tão correndo feito o vento
Zezinho não viu mais o caminhão na curva ele sumiu
Estava ali perdido e nada enxergava
Resolveu voltar para casa, mas não sabia onde estava...

Em casa todos gritavam a mãe chorava
Queria seu filho de volta  não sabia o que fazer
Procuraram pela cidade ninguém sabia nada
A mãe ficada mais desesperada...

O dia já estava raiando o medo tomando conta
E olha quem vem chegando – grita o irmão
Era o Zezinho assustado de olhos esbugalhados
Abraçando a mãe ele jurou que aprendeu a lição...

Triste vida
Ser obrigada a ir pra rua
Vender frutas  e balas no sinal
Não importa o que fazer
Tem que ter o que comer...
Dinheiro tinha que trazer
Para minha mãe beber
Não queria ser espancado
E no frio abandonado...
Hoje nada vendi
Para não ser espancado
Durmo aqui na calçada
Sonhando acordado...
Como queria contar
Outro final
Mas na verdade
É a minha realidade...


O que isso quer dizer?

Estatuto da criança
Todos dever ir à escola,
Ter carinho casa educação
Se nem comida tenho
E durmo no chão...

Não tenho nome
Só me chamam malandro
Pivete ou ladrão
Família, o que é isso?
Meu pau é o transito
Minha mãe solidão...

Morada se chama rua
Brinquedos a pistola na mão
Minha escola é rua
Professor é o trafico
Meu desejo compaixão...

Que a sociedade acorde
Quero apenas um lar
Ser criança ser feliz
Que o homem enfim concorde
Que criança merece a felicidade
Tio!
Só quero viver com dignidade...

Uma reflexão a consciência negra..



Pobre animal
No meio do transito vai ele passando
Triste cabisbaixo
Carroça pesada
E ainda vai ele levando pancada...
 Num trote rasteiro
O corpo velho não aguenta
Ninguém nota a estupidez
Que aquele infeliz enfrenta...
Cansado ele empaca
Nem uma passada a frente
Manso ele vai levando
Muito mais inteligente
Que o homem que sem noção
Chama-lhe de burro demente...
Esse pobre animal
Pode até não ter pensamento
Mas é nobre em sentimento
Muito mais do que aquele
Que lhe chama de jumento...






Fantasia de criança
A mente é um paraíso
A magia o encanto
Coelhinho de páscoa
Bota ovo colorido...
Papai Noel existe sim
Não importa o que dizem
Ele chega o bom velhinho
Na noite de Natal
Enchendo o sapatinho...
Fantasia de criança
O pequenino se faz grande
Adora criar e se deliciar
Carneirinhos que voam
Nas nuvens remam...
Passarinhos que dormem
Bem ao lado do travesseiro
E desperta bem cedinho
Cantando o dia inteiro...




A NOITE CHEGA


Luz de estrelas
Lágrimas de chuva
Sorriso de anjos
Meiguice da lua
Beleza do sol
Encantos do mar
Momentos de sonhar...
Canteiros floridos
Bailado de flores
Canção de brisa
Desejo de amores...
Leveza de asas
Que flutuam
Exibem-se
Em cores vibrantes
Borboletas saltitantes...
Galope do vento
Folhas caindo
Barulho de agua
Cascatas surgindo
Gaivotas voando
Bem te vi cantando
Rio que transborda
Mar que afoga
Desejos de mim
Alma calada...