sexta-feira, 7 de março de 2025

JOSÉ ERA UM MENINO

 

 


 

 

Sempre viveu na roça

Era filho de pescador

Sua mãe era lavadeira

Mas nunca faltava amor

O garoto estudava

E sonhava ser doutor.

 

E quando Deus ajuda

Nada pode atrapalhar

Ajudava o pai na roça

A tarde ia estudar

Andava até a cidade

Sem nunca desanimar.

 

Muitas vezes foi a escola

Sem comer um pedaço de pão

Esperava a hora da merenda

Que era a única refeição

Mas ainda tinha orgulho

De ter um lápis na mão.

 

Para ter livros novos

O pai não tinha dinheiro

Um colega emprestava

Ele lia o livro inteiro

E a noite ia até tarde

Com a luz do candeeiro.

 

Na escola ele aprendia

A ser um bom cidadão

E pra realizar seu sonho

A neta era dedicação

Um dia seria doutor

Pra ajudar a população.

 

Aquele menino dedicado

O curso ele terminou

E com todos os sacrifícios

O sonho se realizou

Ingressou na faculdade

Onde se tornaria doutor.

 

E quando pra casa voltou

Foi visitar a cidade

Sua primeira palestra

Foi falar da dificuldade

E da sua perseverança

Hoje se tona realidade.

 

Autoria-Irá Rodrigues.

http://iraazevedo.blogspot.com.br/

 

CORDEL NA SALA


 

Imagine a folia

Quando chega o momento

Nos versos de um cordel

Relatar o pertencimento

Do povo de um lugar

Sem deixar de falar

De todo seu sentimento.


O professor dá a partida

Cada aluno vai falando

São tantas histórias boas

O cordel vai se formando

A turma toda animada

Vai aprender brincando.


Busque sempre provocar

Falando da amizade

Cada um vai trazendo

Com toda simplicidade

Essa aula dará bons frutos

Isso garanto com verdade.


É construir com o aluno

Venha de qualquer forma

O professor incentivando

Assunto produtivo não demora

A aprendizagem com certeza

Com cordel ela se transforma.


No final veja a beleza

Servindo de construtora

De versos em verso rabiscado

Você foi a mentora

Desse belíssimo trabalho

Parabéns a você professora.



Autoria Irá Rodrigues

http://iraazevedo.blogspot.com.br/


A FAMÍLIA

 


Nosso porto seguro

Onde mora a sinceridade

Nossa casa é o conforto

Cobertor de felicidade

Cuide e ame hoje

Amanhã, só resta a saudade.

 

Família é a nossa base

A nossa proteção

É a corrente

Que prende ao coração

É o vínculo criado por Deus

Porque família não é opção.

Autoria-Irá Rodrigues

 

 

AGROECOLOGIA

 


 

O homem na sua terra

Dela tira o sustento

É fartura o ano inteiro

Não lhe falta alimento

Se o tempo é de seca

Isso lhe traz sofrimento.

 

Tudo que cria e plantação

Mesa farta todo dia

Porco, galinha e ovos

Tudo da agroecologia

A vida do agricultor

É símbolo de alegria.

 

Produz alimentos sadios

Os filhos podem estudar

Muitos têm dificuldades

Mas tem lugar para morar

Se um dia sair de casa

Sabe que pode voltar.

 

Quem planta de tudo tem

Mandioca, milho e feijão

É a época de grandeza

Tomate, coentro e pimentão

Se planta de tudo colheita

Batata, melancia e melão.

 

Autoria Irá Rodrigues

 

ALICE A MENINA AMBIENTALISTA

 


 

Na vila onde a menina Alice mora com a sua família é muito quente, quase não chove e quando chove ela se encanta com o toc...toc, dos pingos no telhado. Em frente a sua casa tinha uma mangueira centenária, ao lado corre um riozinho que só tinha água quando chovia.

Naquela vila, só tinha um caminhão que servia para levar às pessoas quando precisassem ir até a cidade, todos andavam de bicicleta o que fazia do lugar um lugar mágico.

Às tardezinhas, todos colocavam as cadeiras na calçada, enquanto os adultos colocavam os papos em dias, as crianças aproveitavam para brincar de amarelinha, pega, pega, esconde, esconde e pular corda, brincadeiras preferidas das crianças.

Certo dia, Alice se pegou perguntando: - “O que vou ser quando crescer”?

Aquilo ficou martelando em sua cabeça: Pensou: Ajudo minha mãe a cuidar da horta, do nosso pequeno jardim, lembrou-se da mangueira já velhinha com seu porte majestoso. Já sei, vou começar a plantar outras mangueiras, primeiro em meu quintal, depois nos quintais de toda a nossa vizinhança.

Vou ser ambientalista, minha primeira tarefa é proteger a nossa mangueira, quero ajudar o povo da nossa vila a ter mais qualidade de vida, só com plantio de muitas árvores teremos um ar limpo, cheio de oxigênio.

No dia seguinte, saiu correndo falar com o seu avô, um homem respeitado por ser o mais velho da vila.

Enfim, essa é uma questão para pensar depois, agora tenho que estudar, crescer e pensar no futuro.

- Não adianta ter pressa-disse o avô sorrindo para a netinha.

Alice acalmou seu coração, meu avô está certo, quando chegar a hora saberei escolher. Mesmo que até lá já terei aprendido muitas coisas, no momento meu objetivo é defender a nossa mangueira.

 

 

 

Autoria- Irá Rodrigues

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

JOANINHA ALBINA

 

 


 

 

Naquele jardim, viviam muitas joaninhas, vermelhas de bolinhas pretas, pretas de bolinhas brancas e outras de bolinhas amarelas, para alegria da natureza as plantas ficavam cobertas das pequenas criaturinhas.

No entanto, um certo dia, nasceu uma joaninha diferente das outras, a mamãe tentou esconder, mas nada conseguiu por muito tempo, logo foi descoberta virando chacota, todas as outras joaninhas e até as borboletas gritavam:

- Onde está a joaninha desbotada? Com certeza na hora de nascer faltou tinta, deixando a mamãe muito triste, a joaninha albina mais triste ainda.

A pequenina, vivia se escondendo entre as folhas da roseira, a noite saía para conhecer o jardim, infelizmente era descoberta, voltando chorando para sua casa.

A mamãe, querendo ver a filha feliz, comprou tinta vermelha e pintou a filhota, mas por azar, naquela mesma tarde a chuva caiu, a tinta escorreu, voltou a ficar tão branca quanto algodão.

Sem poder suportar tanto sofrimento, a mamãe resolveu ir embora, levaria sua filha até o mago das montanhas, com certeza ele iria ajudar.

Viajaram dias, meses, perderam as contas do tempo que passaram até que chegaram na casa de um velho sábio.

- O que houve! Por que tanta tristeza nesses olhinhos cansados? Perguntou o mago.

Procurando controlar as lágrimas, respondeu:

- Minha filha não é aceita, é motivo de brincadeiras por ser diferente, chamam ela de desbotada. - Disse a mãe.

- Entrem! Descansem, depois vamos ter a melhor solução. Agora pare de chorar. Disse o velho com autoridade.

Depois de uma boa refeição, foram se encontrar com o mago que as esperava fumando seu cachimbo.

Agora venham, as duas seguiram em silencio, entraram num lindo jardim que mais parecia um conto de fadas.

Borboletas, joaninhas, besouros, a maioria eram albinos, por isso não ficavam expostas ao Sol.

A mamãe joaninha de boca aberta, ao mesmo tempo encantada nada conseguia dizer;

- Vejam! Você apenas nasceu diferente das outras da sua região, aqui todas se respeitam e são iguais independente da cor.

Decididas passaram a viver naquele jardim e foram felizes para sempre.

 

  Autoria Irá Rodrigues

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CORDEL DO GALO

 


 

O galo fez uma festa

Com clima de harmonia

A confusão era constante

Acontecia todo dia

O Peru e o pavão

Viviam numa agonia.

 

Precisando voltar a paz

Esquecer a competição

O terreiro era tranquilo

Tinha amor no coração

Quando chegou o forasteiro

Virando aquela situação.

 

Se o peru olha o pavão

Faltava dignidade

O galo disse, saudades

Daquela tranquilidade

Todos viviam unidos

Existia cordialidade.

 

Precisava resolver

Toda aquela confusão

Se o pavão continuasse

Tomaria uma decisão

O peru era um amigo

Não aceitaria agressão.

 

Autoria- Irá Rodrigues